Negócios e Empreendorismo

Herdade exporta folhas de videira para medicamento

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Em Montemor-o-Novo, uma herdade portuguesa exporta folhas secas de videira para a Alemanha, onde são usadas na produção de um medicamento para o fígado. As “parras”, um produto raramente aproveitado em Portugal, representam agora para esta empresa, uma faturação de setenta mil euros por ano.

Alfredo Cunhal Sendim, responsável pela Herdade do Freixo do Meio, explicou ao Boas Notícias que este medicamento é um “reconstituinte genérico do fígado”, produzido na Alemanha pela empresa farmacêutica e de cosmética Weleda.

Para produzir o fármaco, com folhas de videira e de morangueiro silvestre secas, a empresa alemã procurou em Portugal uma indústria com produção biológica. A Herdade do Freixo do Meio, que “se converteu à agricultura biológica em 1998”, foi a escolhida por ser a “única desta dimensão no Alentejo”.

“Foram eles que nos procuraram, não foi uma iniciativa nossa. Lançaram-nos este desafio há mais de seis anos e desde aí que temos vindo a evoluir”, explicou Alfredo Cunhal Sendim.

Segundo o responsável, esta herdade dedica-se à agricultura biológica de multiatividade: “fazemos produção, distribuição, serviços turístico didáticos e comércio”.

Só durante o ano passado, a empresa portuguesa exportou quase duas toneladas de folhas secas. No entanto, nem tudo é lucro: “este produto tem muito trabalho manual, tem imensos custos”, disse Alfredo Cunhal Sendim ao Boas Notícias.

Clique AQUI para aceder ao site da herdade.

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