Negócios e Empreendorismo

Governo assinou 10 contratos para exploração mineira

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O Governo assinou esta quarta-feira contratos com sete empresas para a exploração de minérios metálicos em Portugal, no valor de 8,6 milhões de euros. A concessão de ouro no Alentejo foi um dos maiores investimentos, que rondou os três milhões de euros.

A explorar o ouro existente nos concelhos de Montemor-o-Novo e Évora, no Alentejo, vai estar a empresa Iberian Resources/Colt Resources e a Eurocolt Resources. As duas empresas venceram a concessão experimental para ouro, prata, cobre, chumbo, zinco e minerais associados à região.

A Eurocolt Resources vai ainda explorar as regiões de Viana do Alentejo, Vendas Novas e Alcácer do Sal, e antimónio, arsénio, cobre, lítio, entre outros minerais, em várias regiões como Tabuaço, São João da Pesqueira, Moimenta da Beira Vila Nova de Foz Côa.

Ao todo foram assinados dez contratos entre o Governo português e sete empresas interessadas na exploração de minérios metálicos em Portugal. No caso do ouro do Alentejo a concessão prevê exploração nos próximos três anos e um investimento de três milhões, sendo os restantes 5,6 milhões de euros destinados para os projetos de prospeção e pesquisa.

O ministro da economia, Álvaro Santos Pereira, esteve presente na reunião e destacou a importância do setor mineiro para a desenvolvimento económico e das regiões, conta a Lusa. O ministro sublinhou que a aposta nestes “recursos muito valiosos” trará “novas e melhores condições de vida para as populações”.

Álvaro Santos Pereira garantiu que vão ser sempre requeridas as melhores condições de contrapartidas para o país e que estes investimentos “são muito importantes para o país”, escreve a agência. De facto, a empresa que vai explorar o ouro, a Colt, vai pagar ao Estado 'royalties' de 4 por cento a partir do terceiro ano do projeto.

O setor mineiro “é um dos motores da reforma económica em que estamos apostados”, permite a “criação de postos de trabalho, aumento da receita fiscal”, têm impacto nas exportações e reduzem “a dependência de matérias-primas que vêm de fora”, enumerou o ministro.

Exploração vai ser feita de norte a sul do país

Também assinaou contrato a Companhia Portuguesa do Ferro (CPF) que vai fazer a prospeção e pesquisa de e minerais associados em Torre do Moncorvo e Freixo de Estada à Cint e a Maepa, que irá pesquisar ouro, prata, cobre, chumbo e zinco nos concelhos algarvios de Aljezur, Monchique e Portimão. 

A Minaport — Minas de Portuga, assinou contrato para as regiões de Oleiros, Fundão, Castelo Branco, Vila Velha de Rodão e Proença-a-Nova (prospeção e pesquisa de cobre, volfrâmio, antimónio, ouro e prata), e outro para ser desenvolvido em Barrancos e Moura (cobre, zinco, chumbo, ouro e prata.

A PANNN irá desenvolver a sua pesquisa e prospeção na Covilhã e Fundão (lítio, volfrâmio, rubídio, cobre, ouro, prata, entre outros), tendo assinado dois contratos — um para a área do Fundão e outro para Argemela; a Renoeste, que assinou uma adenda contratual, irá explorar na sal-gema no concelho do Pombal, na área do Carriço.

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