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Goalball: um desporto de olhos vendados

O Goalball é uma modalidade pouco conhecida, mesmo entre os amantes do desporto, mas em Portugal já há sete equipas que a praticam. O Clube Atlético e Cultural da Pontinha, fundada em 2009, sagrou-se este ano campeã nacional e venceu a Taça de Portug
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O Goalball é uma modalidade pouco conhecida, mesmo entre os amantes do desporto, mas em Portugal já há sete equipas que a praticam. O Clube Atlético e Cultural da Pontinha, fundada em 2009, sagrou-se este ano campeã nacional e venceu a Taça de Portugal. O fundador do CAC, José Eduardo Balola, fala ao Boas Notícias sobre a equipa e esta modalidade que se pratica de olhos vendados.

Criado na altura da II Guerra Mundial por “um graduado militar apologista de que todos deveriam praticar desporto”, o Goalball vem integrar os estropiados de guerra afetados visualmente na prática do desporto.

As regras são simples. “O objetivo é marcar golos na baliza adversária. É um jogo coletivo, em que cada equipa joga com três elementos dentro de campo. É jogado com a mão, para rematar; para defender, pode usar-se o corpo todo”, explica José Eduardo Balola, acrescentando que a modalidade é praticada “em pavilhão indoor cujas medidas são equivalentes às de um campo de voleibol (18×9 metros) “.

O Goalball apresenta ainda outra semelhança com o voleibol no sentido em que não há contacto físico entre as duas equipas, já que cada uma joga na sua própria área. Em tempo útil, cada jogo tem a duração de 20 minutos, mas é habitual prolongar-se até 35 minutos.

Uma vez que o grau de acuidade ou tipo de deficiência visual varia de elemento para elemento, todos praticam a modalidade com os olhos completamente vendados, utilizando óculos de ski que são tapados com material isolador no seu interior, para que não entre um mínimo de luz. Garante-se, assim, que todos os jogadores estejam em campo nas mesmas circunstâncias.


Portugal com campos improvisados

As bolas utilizadas possuem guizos no interior para que os jogadores estimem a sua trajetória e velocidade a partir da audição e as jogadas em campo são orientadas a partir de marcações táteis, que servem também de referência às posições que cada membro da equipa deve ocupar. No entanto, estas marcações são improvisadas, já que não existem, no nosso país, campos especificamente concebidos para esta modalidade.

“Normalmente quem organiza um campeonato ou um torneio é que monta um campo de Goalball. Não existe nenhum campo de Goalball em Portugal e são poucos os países em que existem pavilhões só para a sua prática, porque é complicado ter um pavilhão com relevo que fica inutilizado para outras modalidades”, explica José Eduardo Balola, fundador e treinador do Clube Atlético e Cultural da Pontinha (C.A.C. Pontinha).

C.A.C: Campeões nacionais

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O C.A.C. Pontinha é uma das sete equipas de Goalball existentes em Portugal. Já este ano sagrou-se campeã nacional e ergueu ainda a Taça de Portugal no passado domingo, dia 11 de julho.

José Eduardo Balola também pratica a modalidade há alguns anos e é com conhecimento de causa que fala sobre o desenvolvimento do Goalball no nosso país: “A modalidade em Portugal existe há cerca de 16, 17 anos. Terminámos agora o 16º campeonato nacional em que fomos campeões. A evolução não tem sido muito grande; a nossa modalidade não tem sido muito apoiada e tem funcionado um pouco como todas as da área da deficiência: tem pouca projeção e pouca visibilidade e, como tal, é mais difícil o desenvolvimento de uma modalidade nestas condições”.

No entanto, a jovem equipa da Pontinha tem ambições: ” [Além de] continuar a lutar por conquistar novamente o campeonato e a taça, temos como objetivo outro tipo de projetos, nomeadamente tentar levar a nossa equipa a torneios internacionais e, nós próprios, desenvolvermos outro tipo de torneios em Portugal”.

Saiba mais sobre esta modalidade em www.apec.org.pt/goalball.htm e consulte o blogue oficial do C.A.C. Pontinha aqui.

Débora Cambé

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