Negócios e Empreendorismo

Fruta Feia ‘salvou’ 18 toneladas de produtos hortícolas

Já há mais de 300 pessoas, na área de Lisboa, a consumir frutas e legumes que iam para o lixo, por não terem o tamanho ou o aspeto desejado. Em 5 meses, o movimento já evitou o desperdício de 18 toneladas de produtos.
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Já há mais de 300 pessoas, na área de Lisboa, a consumir frutas e legumes que antigamente os agricultores deitavam para o lixo, por não terem o tamanho ou o aspeto desejado. Em cinco meses, o movimento já evitou o desperdício de 18 toneladas de produtos hortícolas. Em Setembro, os cabazes da Fruta Feia deverão chegar a outros pontos do país. 

por Patrícia Maia

Maçãs, laranjas, limões, grelos, couves, courgette. Eram estes os ingredientes, ainda a cheirar a terra, que compunham os cabazes de fruta feia desta semana. Teresa Campos, uma das clientes que o Boas Notícias encontrou no Ateneu Comercial, soube do projeto pela internet e está entusiasmada. “Os produtos são muito bons e quando vou ao supermercado gasto mais dinheiro”, garante. 
 

Isabel Soares, uma das mentoras do projeto, afirma que o ‘feedback’ dos clientes não podia ser melhor, até porque o sabor e a frescura dos produtos são uma garantia: “nós pegamos na carrinha de manhã e vamos passando nos vários agricultores para recolher os produtos que, muitas vezes, são apanhados nesse mesmo dia para serem entregues às pessoas à tarde”.

A adesão do público à Fruta Feia – projeto que foi um dos vencedores do prémio Ideias de Origem Portuguesa, da Gulbenkian, em 2013 – tem sido exponencial. E Isabel Soares acredita que a cooperativa vai continuar a crescer porque a sua sustentabilidade está garantida.
 

“O preço das cestas foi fixado de maneira a que pudesse pagar tanto o custo dos produtos aos agricultores, como o transporte, como as pessoas que trabalham na cooperativa – sendo que temos duas pessoas que estão a receber e contamos também com alguns voluntários”, explica.

Fruta Feia chega a novas zonas do país em Setembro
 
Neste momento, o projeto conta já com 26 produtores, maioritariamente da zona Oeste, e Isabel Soares sublinha o entusiasmo destes agricultores “que, de repente, têm uma rentabilidade extra porque uma coisa que era lixo passou a ter valor”. Desde que arrancou a Fruta Feia, há cinco meses, já se salvaram do lixo mais de 18 toneladas de produtos hortofrutícolas.


Quanto aos clientes, no ponto de recolha da Casa Independente (Anjos), há 210 associados a consumir Fruta Feia. No novo ponto que estreou este mês, no Ateneu Comercial de Lisboa, são já 105 clientes registados. 
Isabel Soares salienta que o objetivo é “abrir, já no próximo mês, um novo ponto de venda em Lisboa e, a partir de Setembro, ampliar o projeto a outras zonas do país”.
 
Os consumidores interessados em comprar os cabazes de Fruta Feia têm que se inscrever previamente para serem sócios da cooperativa, pagando uma quota anual de cinco euros. A partir daí podem recolher, semanalmente, os seus produtos no local indicado pela organização. Os cabazes pequenos (entre 3 a 4 quilos) custam 3,5 euros e os maiores (6/8 quilos) custam 7 euros. 
 
Cerca de 30 por cento da fruta produzida em Portugal e no resto da Europa vai para o lixo. É fruta própria para consumo mas que esteticamente não cumpre as normas do mercado. O objetivo da Fruta Feia é resgatar esta fruta (e estes vegetais), para combater o desperdício e promover uma economia mais sustentável.

Clique AQUI para aceder ao Facebook do projeto.

 

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