Cultura

Fotógrafo luso selecionado para expor em Nova Iorque

O fotógrafo português João Pina foi selecionado para expor, nos EUA, um trabalho sobre a repressão das ditaduras na América Latina. Entre um total de mais de 360 candidatos, a organização da Open Society selecionou cinco fotógrafos para expor na 'Mov
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O fotógrafo português João Pina foi selecionado para expor, nos EUA, um trabalho sobre a repressão das ditaduras na América Latina. Entre um total de mais de 360 candidatos, a organização da Open Society selecionou cinco fotógrafos para expor na 'Moving Walls', em Nova Iorque, entre os quais o profissional luso, com o trabalho 'A Sombra de Condor'.
 
O projeto retrata as vítimas e os carrascos da aliança político-militar com o mesmo nome, estabelecida entre os regimes militares dos anos 1970 e 80, na América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai).

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A exposição, inaugurada na próxima terça-feira, vai também passar pelo Paço das Artes, em São Paulo (Brasil) em Setembro, Buenos Aires (Argentina) e Assunção (Uruguai). Além disso, o fotógrafo já está em conversações para mostrar o seu último trabalho em Portugal.
 
A ideia é expor em museus de arte contemporânea, onde as pessoas “vão ver uma exposição de pintura do século XX” e acabam, antes, por ser assaltadas por outros temas. “Tenho tentado sempre mostrar isto em lugares que não tenham nada a ver com direitos humanos, fazendo com que chegue a outro tipo de público”, explica à Lusa.
 
“A repressão política é uma coisa muito pouco falada. Fala-se muito da guerra da Bósnia, da violência étnica, da violência religiosa, mas a violência política está muito fora da agenda”, afirma. Desta forma, 'A Sombra de Condor' surge como a “continuação” do que João Pina tem vindo a fazer sobre a preservação da memória, que até já foi traduzido livro, pelo título “Por Teu Livre Pensamento”, relativamente aos presos políticos portugueses. 

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O fotógrafo conta que o seu mais recente 
projeto, que será também publicado em livro, no fim do Verão, com edições em português, espanhol e inglês, exigiu “muita procura”, uma vez que “existem poucas imagens” da repressão política.
 
Como tal, João Pina passou meses em arquivos, a resgatar imagens com um “valor plástico, histórico, documental e estético brutal”. Já o tinha feito uma vez, para o trabalho sobre os presos políticos portugueses, mas, agora, viu-se obrigado a “mergulhar muito mais nos arquivos, visto que se trata de uma realidade muito mais complexa: seis países, muitas histórias, muitos lugares diferentes”. 
 
Para financiar o projeto 'A Sombra de Condor', o artista luso recorreu ao processo de 'crowdfunding' (financiamento coletivo) e recebeu mais de 20.000 euros de pessoas de 20 países diferentes. 

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