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“Fonte da Juventude” encontrada em células estaminais cardíacas

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por redação

 

Um estudo publicado segunda-feira no “European Heart Journal” revelou que as células estaminais cardíacas, derivadas de corações jovens, ajudam a reverter os sinais de envelhecimento quando injetados diretamente nos velhos corações.

 

Este estudo foi realizado em ratos idosos que apareceram revigorados depois de receberem injeções de células estaminais cardíacas.

“É extremamente emocionante”, disse Eduardo Marbán, investigador primário da pesquisa e diretor do Instituto do Coração Cedars-Sinai, “é como uma fonte inesperada de juventude”.

Marbán e a sua equipa injetaram células estaminais cardíacas de ratos recém nascidos nos corações de ratos de 22 meses de idade (ratos já idosos) e, apesar das células terem sido injetadas no coração, os efeitos foram notados ​​em todo o corpo: não só a função cardíaca melhorou, como também foram notadas alterações na pele, no crescimento do cabelo (ou pelo, no caso dos ratos) e na resistência física.

 

Este estudo tem sido alvo de elogios por parte de outros especialistas que não contribuíram para o mesmo, mas reconhecem a sua utilidade.

É o caso de Gary Gerstenblith, professor de cardiologia da Johns Hopkins Medicine, e que reconheceu que os resultados são “muito abrangentes”, demonstrando que “os benefícios não são apenas numa perspetiva cardíaca, mas também para vários sistemas de órgãos”, sugerindo ainda que as terapias com células cardíacas “devem ser estudadas como uma opção terapêutica adicional no tratamento de doenças cardíacas e outras comuns nos idosos”.

Também Todd Herron, diretor do Laboratório Central de Regeneração Cardiovascular do Centro de Cardiovascular da Universidade de Michigan Frankel, referiu que Marbán passou a “liderar o campo nesta área” com o seu trabalho com células cardíacas. No entanto, acredita que um estudo mais extenso, com animais maiores e incluindo o acompanhamento a longo prazo, é necessário antes que esta técnica possa ser usada em seres humanos. “Precisamos garantir que não existe nenhum prejuízo” em seres humanos, afirmou Herron, acrescentando que o prolongamento da vida útil e a melhoria da qualidade de vida têm de se sobrepor ao risco potencial destas intervenções.

 

Perspetivando o futuro, Marbán começou já a explorar a injeção de células cardíacas por via intravenosa – em vez da injeção diretamente no coração, o que seria um procedimento complexo para um paciente humano – e a analisar se os benefícios são idênticos aos já identificados.

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