Ciência

Física: Medalha lusa nas Olimpíadas Internacionais

Um aluno português conquistou uma medalha de bronze durante as Olimpíadas Internacionais da Física, uma competição mundial para estudantes do ensino secundário que decorreu entre 7 a 15 de Julho em Copenhaga, na Dinamarca.
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Um aluno português conquistou uma medalha de bronze durante as Olimpíadas Internacionais da Física, uma competição mundial para estudantes do ensino secundário que decorreu entre 7 a 15 de Julho em Copenhaga, na Dinamarca. No total, foram 374 os jovens oriundos de 82 países que participaram no concurso.
 
Tomás Reis, do Colégio Salesiano Oficinas de S. José, em Lisboa, foi agraciado com a única medalha portuguesa no evento, um dos mais longos de que há memória e no qual os estudantes nacionais, naturais de vários pontos do país, tiveram uma “boa prestação”. 
 
A comitiva portuguesa foi coordenada por Fernando Nogueira e Rui Travasso, professores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). Em comunicado enviado ao Boas Notícias, os dois docentes fizeram um balanço positivo da participação lusitana na prova.
 
 “A prestação dos nossos estudantes na prova teórica foi, no global, melhor do que nos anos anteriores. No entanto, teria sido possível obter mais e melhores prémios se o desempenho na prova experimental não tivesse piorado em relação a anos anteriores”, consideraram os líderes da equipa.
 
Esclareça-se que, no decurso da competição, os jovens alunos são convidados a demonstrar a sua preparação na área da Física em dois “longos e difíceis exames de Física (um teórico e um experimental)”, sendo que “o nível de conhecimentos requeridos para realizar estas provas vai muito para além do programa do secundário” desta disciplina. 

Questões exigiram “criatividade e rapidez de pensamento”
 

“As questões da prova teórica eram difíceis e bastante longas, exigindo criatividade e rapidez de pensamento, o que só é possível se a Física relevante para o problema estiver realmente bem apreendida”, explicaram Fernando Nogueira e Rui Travassos.
 
Segundo os professores, “atendendo a que a maioria dos temas abordados não consta sequer dos programas oficiais do ensino português, é sobretudo o árduo trabalho individual de preparação ao longo do ano, para além da escola, que é posto em evidência” neste concurso. 
 
“Foi pena que na prova experimental ficasse bem clara a muito deficiente preparação experimental ministrada no nosso ensino”, lamentaram, porém, os docentes. 
 
Além de Tomás Reis, participaram ainda na prova os portugueses Filipe de Matos (E.S. c/3º Ciclo de Vergílio Ferreira, Lisboa), Carlos Garrido (E.S. Alves Martins, Viseu), Carlos Fernandes (E.S. c/ 3º Ciclo D. Dinis, Santo Tirso) e Rita da Costa (E.S. Gabriel Pereira, Évora). 
 
O treino da equipa decorreu no Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, integrado nas atividades da escola Quark! de Física para jovens.
 
O vencedor absoluto destas Olimpíadas Internacionais, que obteve a melhor classificação no conjunto dos dois testes, foi um estudante da Hungria, Attila Szabo. Foi a segunda vez que Attila ganhou esta competição, depois de já ter conseguido a proeza em 2012, na Estónia (onde os jovens portugueses conquistaram, o ano passado, três medalhas).  

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