Sociedade

Figueira: Empresa promove sessões de riso diárias

Como forma de combater o "stress" e de reforçar o espírito de equipa, uma empresa vidreira da Figueira da Foz está a promover, ao longo de três semanas, sessões de riso diárias para os seus colaboradores.
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Como forma de combater o “stress” e de reforçar o espírito de equipa, uma empresa vidreira da Figueira da Foz está a promover, ao longo de três semanas, sessões de riso diário para os seus colaboradores. 
 
Esta iniciativa, dirigida por Joanne Gribler, formadora da Escola do Riso, vai decorrer até finais de maio na Verallia, empresa do grupo Saint Gobain que avançou com a ideia no âmbito da ação de formação interna “Fun Factory” (fábrica divertida, em português).
 
Em declarações à Lusa, Célia Carrasqueiro, diretora de recursos humanos da Verallia, explica que estas sessões de riso diárias consistem em “começar a rir, fazer dinâmicas de grupo antes de trabalhar” e, deste modo, “criar uma oxigenação e uma vitalidade diferente” nos colaboradores.
 
Ao longo de 15 minutos, antes do início de cada turno de trabalho, os funcionários espreguiçam-se, fazem massagens na barriga e exercícios respiratórios (sempre com o risco como pano de fundo), batem palmas, dançam, abraçam-se, simulam comprimidos de alegria e vacinas da gargalhada e, a certa altura, já interagem com a formadora, de nome artístico “Ana Banana”.
 
Segundo Célia Carrasqueiro, este é um programa voluntário, mas a taxa de adesão atingiu um nível de interesse que a responsável considera “espetacular”: neste momento, 97% dos 238 colaboradores da vidreira participam, à vez, em cinco sessões diárias, a primeira logo às 5 da manhã.
 
No final do dia, acrescenta, as opiniões dos colaboradores são todas “muito unânimes”. “[Depois da sessão] estava tudo muito satisfeito, muito animado, o que é bom, é positivo”, afirma, revelando que a Escola do Riso garantiu ao grupo empresarial que a aplicação de um programa deste tipo “corresponde a um aumento de produtividade de 40%”.
 
Embora se confesse “cética” em relação a este valor, Célia Carrasqueiro considera que o principal objetivo da iniciativa é um enfoque no “espírito de equipa” e não nos números. “[Um aumento de] 40% aqui seria ótimo, mas um aumento de produtividade, sobretudo a nível de coesão e de motivação, para nós é o mais importante”, assegura.

Riso ajuda “a dar a volta” a qualquer problema
 

Joanne Gribler, da Escola do Riso, salienta que esta instituição tem vindo a lutar todos os dias no sentido da promoção de iniciativas do género nas empresas e que, idealmente, estas devem acontecer “duas vezes por semana, 15 minutos”, já que tal “teria um efeito fantástico que poderia ajudar a dar a volta a qualquer empresa que estivesse com algum problema”.
 
“Esta [a Verallia] não tem problema nenhum, está sólida, estamos super-contentes por nos ter aberto as portas, porque é uma coisa estranha, uma coisa nova, mas noutros países já é muito conhecido”, declara a formadora.
 
Joanne Gribler diz-se ainda “muito surpreendida” com a mudança observada nos colaboradores da empresa do primeiro para o segundo dia do “ioga do riso”, já que aqueles que chegaram com uma expressão “muito cética e um pouco nervosa” na estreia, mostraram uma cara “que parecia um sol” na segunda sessão. Já vejo no estacionamento, nos corredores, pessoas a rir, parece que a alegria invadiu esta empresa”, conclui.

Notícia sugerida por Lídia Dinis

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