Saúde

Exercício físico promove a boa saúde do cérebro

Acaba de ser dado a conhecer mais um estudo que comprova os benefícios do exercício físico na promoção da saúde do cérebro e na prevenção de patologias neurodegenerativas como a doença de Alzheimer ou Parkinson.
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Acaba de ser dado a conhecer mais um estudo que comprova os benefícios do exercício físico na promoção da saúde do cérebro e na prevenção de patologias neurodegenerativas como a doença de Alzheimer ou Parkinson. 
 
Um grupo de investigadores norte-americanos conseguiu isolar uma proteína cuja produção aumenta com a prática de exercícios de resistência e administrá-la, em laboratório, a ratinhos sem atividade física, verificando que a mesma ativou uma série de genes que promovem a saúde cerebral e encorajam o crescimento de novos nervos envolvidos na aprendizagem e na memória. 
 
De acordo com a equipa do Dana-Farber Cancer Institute e da Harvard Medical School, nos EUA, que conduziu o estudo, as conclusões obtidas vêm ajudar a explicar as conhecidas vantagens dos exercícios de resistência na melhoria das funções cognitivas, em particular em idades mais avançadas. 
 
Os cientistas esperam que esta proteína possa ser estabilizada e transformada num fármaco eficaz, o que poderá conduzir a terapias melhoradas para o combate ao declínio cognitivo e para a redução da incidência de doenças deurogenerativas na população idosa, avança um comunicado divulgado na sexta-feira pelo Dana-Farber Cancer Institute. 
 
“Estamos entusiasmados porque isto significa que uma substância natural pode ser introduzida na corrente sanguínea para 'imitar' alguns dos benefícios do exercício no cérebro”, explica Bruce Spiegelman, co-autor do estudo e responsável do departamento de neurobiologia da Harvard Medical School. 
 
Anteriormente, a equipa de Spiegelman já tinha reportado que a proteína em causa, denominada FNDC5, é produzida através dos esforços musculares e libertada no sangue sob a forma de uma variante de seu nome “irisina”. 
 
Neste novo estudo, os investigadores observaram que o exercício de resistência – corridas voluntárias feitas pelos ratinhos numa roda ao longo de 30 dias – aumentou a atividade de uma molécula reguladora do metabolismo, a PGC-1α, nos músculos, o que incentivou a subida dos níveis da proteína FNDC5. 
 
Por sua vez, este aumento na produção de FNDC5 estimulou a expressão de uma outra proteína relacionada com a saúde cerebral, a BDNF (“Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro”, em português), no hipocampo, região associada à aprendizagem e à memória e que é uma das duas únicas áreas do cérebro adulto onde se geram novas células nervosas.

Investigação terá de ser aprofundada
 

Ao observar a existência de uma ligação entre o exercício e aumento da proteína BDNF no cérebro, os cientistas tentaram comprender se o seu incremento de forma artificial (na ausência de exercício) teria o mesmo efeito, utilizando um vírus inofensivo para administrar a proteína em ratinhos. 
 
Sete dias depois da experiência, Spiegelman e os colegas testemunharam, no cérebro dos animais, um aumento significativo da presença desta proteína no hipocampo.

“O mais excitante é, provavelmente, que a administração periférica de FNDC5 é suficiente para induzir a expressão central da proteína BDNF e de outros genes com potenciais funções neuroprotetoras que estejam envolvidos na memória e na aprendizagem”, congratulam-se os especialistas.
 

No entanto, os investigadores alertam que serão necessários estudos mais aprofundados para determinar se a administração da proteína FNDC5 melhora, de facto, a função cognitiva e para compreender se o que chega ao cérebro é a própria proteína ou uma das suas variantes.

Clique AQUI para aceder ao resumo do estudo (em inglês).

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