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EUA: Sobrevivente de atentado consegue voltar a dançar

Uma sobrevivente dos atentados a Boston, nos EUA, voltou a subir ao palco e a dançar, graças a uma prótese personalizada que lhe devolveu os movimentos, perdidos com a amputação da perna esquerda.
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Uma sobrevivente dos atentados a Boston, nos EUA, voltou a subir ao palco e a dançar, graças a uma prótese personalizada que lhe devolveu os movimentos, perdidos com a amputação da perna esquerda. Com 33 anos, Adrianne Haslet-Davis apresentou o seu primeiro número de dança depois do acidente, no âmbito da Conferência TED 2014, em Vancouver, no Canadá. 
 
Bailarina profissional e professora de dança, Adrianne era uma das milhares de pessoas que assistiam à Maratona de Boston no dia 15 de Abril de 2013. Entretanto um atentado com duas bombas lançou o pânico, acabando por tirar a vida a três pessoas e por provocar mais de 260 feridos.

Adrianne foi um deles, com as explosões a provocarem danos irreversíveis na perna esquerda. Um ano depois, eis que o sonho desta apaixonada por 'ballet' se volta a concretizar, graças a uma prótese personalizada, criada especificamente para si, de maneira a que consiguisse executar os passos que marcam a sua carreira. 
 

O grande regresso aconteceu esta quartafeira, com a bailarina a usar um curto e brilhante vestido branco e a não conseguir esconder a emoção, deixando cair algumas lágrimas. Adrianne dançou ao som de 'Ring My Bells', de Enrique Iglesias, acompanhada pelo parceiro Christian Lightner.
 
Antes foi apresentada ao público pelo diretor de biomecânica no MIT (Massachussets Institute of Technology), Hugh Herr, também ele com as duas pernas amputadas, devido a um acidente de escalada nos anos 80. O especialista contou que decidiu começar a desenhar uma perna biónica personalizada para Adrianne quando a visitou no hospital. A partir daí traçou como objetivo voltar a conseguir que a bailarina dançasse.


“Em 3,5 segundos, alguém tirou a Adrianne do palco. Em 200 dias, nós conseguimos trazê-la  de volta”, referiu Herr. No fim da atuação, a bailarina fez uma vénia, deixando escapar  algumas lágrimas de emoção.
 
“Não cabo em mim de felicidade por poder dançar outra vez”, refere, mais tarde, em comunicado. “Tive sempre a determinação de que havia de conseguir fazê-lo outra vez, sabia que tinha de o fazer, que ia conseguir e, agora, aqui estou eu”. 

Notícia sugerida por António Resende e Maria Pandina

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