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EUA: Homem sai em liberdade ao fim de 34 anos preso

Em Los Angeles, nos EUA, um homem saiu em liberdade depois de passar 34 anos atrás das grades, acusado de um assassinato que não cometeu. Ao fim de mais de três décadas, a condenação acabou por ser anulada e Kash Register, hoje com 53 anos, deixou a
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Em Los Angeles, nos EUA, um homem saiu em liberdade depois de passar 34 anos atrás das grades, acusado de um assassinato que não cometeu. Ao fim de mais de três décadas, a condenação acabou por ser anulada e Kash Register, hoje com 53 anos, deixou a prisão, voltando para junto da sua família. 
 
“Estou com uma sensação de dormência”, referiu Kash Register aos jornalistas, à saída do estabelecimento prisional. “Parece que ainda não acredito. Sei que é real, mas ao mesmo tempo, é como se não me conseguisse mentalizar. Apesar de tudo, é maravilhoso.”

Talvez o mais impressionante desta história com final (tardio mas) feliz, é que Register recusa-se a ficar revoltado com aquilo que lhe aconteceu. Citado pelo Daily Mail, o homem garante que isso “só iria a estagnar” a sua vida, em “vez de fazer com que andasse para a frente”.
 

Kash Delano Register foi condenado a 27 anos de prisão por matar o vizinho, Jack Sasson, em Abril de 1979, apesar de ter sempre alegado inocência. No entanto, em Agosto, a juíza da Corte Superior Katherine Mader acabou por anular a sentença, sob pretexto de que os advogados da acusação usaram falsos testemunhos em tribunal e de que as provas de defesa não foram tidas em consideração.
 
A condenação foi feita, essencialmente, com base em alegadas testemunhas oculares, embora nenhuma das sete impressões digitais encontradas no carro de Sasson correspondiam às de Register e a polícia nunca tenha encontrado a arma do crime.
 
Na altura, a namorada de Register referiu que o mesmo estava com ela no momento do tiroteio, mas apenas o testemunho de Brenda Anderson, que identificou Kash Register como o atirador, foi aceite. 
 
Sheila VanderKam e Sharon Anderson, irmãs de Brenda, ainda tentaram dizer à polícia que esta última tinha mentido, mas um detetive fê-las ficar em silêncio, ameaçando-as com o facto de saber que, na noite do assassinato, as mesmas escondiam uma caixa de produtos Avon roubados, em casa. 
 

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