Ambiente

EUA desenvolvem painéis solares baratos e eficientes

Um grupo de cientistas norte-americanos está a estudar avanços para um aproveitamento da energia solar que permita menos custos sem perder a eficiência e está a desenvolver painéis fotovoltaicos inovadores com materiais abundantes no planeta.
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Um grupo de cientistas norte-americanos está a estudar avanços para um aproveitamento da energia solar que permita menos custos sem perder a eficiência. A equipa encontra-se a desenvolver painéis fotovoltaicos inovadores que têm como componentes materiais abundantes no planeta, o que os poderá tornar mais baratos e eficazes, facilitando a sua integração nos edifícios. 
 
O anúncio foi feito pelos investigadores do California Institute of Technology e da Dow Chemical Company, nos EUA, que estão a trabalhar em parceria, durante uma conferência subordinada à sustentabilidade no âmbito do 224th National Meeting & Exposition of the American Chemical Society, evento organizado pela maior sociedade científica do mundo que decorreu esta semana em Filadélfia.
 
Segundo os especialistas, liderados por Harry Atwater e James Stevens, as coberturas de telhado que geram eletricidade a partir do sol já são uma realidade a nível comercial, mas é necessário torná-las mais acessíveis ao público em geral garantindo que, ainda assim, mantêm intactas as suas funções.
 
“A sustentabilidade envolve o desenvolvimento de tecnologias que possam ser produtivas a longo-prazo, utilizando recursos que satisfaçam as necessidades atuais sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras fazerem o mesmo”, afirmou Atwater, citado pelo portal ScienceDaily, durante a conferência. “É exatamente isso que estamos a fazer com estes novos dispositivos de conversão da energia solar em energia elétrica”, acrescentou.

Novos painéis solares usam zinco e cobre
 

A nova tecnologia fotovoltaica utiliza materiais abundantes e baratos, disponíveis em grandes quantidades na Terra, como é o caso do zinco e do cobre, elementos químicos raros como o índio ou o gálio, muito escassos e que são, maioritariamente, importados à China, responsável por mais de 90% da exportação destes materiais necessários, por exemplo, para baterias de carros híbridos e aparelhos eletrónicos.
 
De acordo com Atwater e Stevens, os esforços da equipa para substituir estes materiais raros e outros metais dispendiosos nos equipamentos fotovoltaicos estão a ser bem-sucedidos. 
 
Os testes realizados com os novos equipamentos, elaborados a partir de fosfato de zinco e óxido de cobre, quebraram recordes em termos de corrente elétrica e voltagem, o que provou que estes têm potencial para alcançar elevados níveis de eficiência.
 
Dentro de cerca de 20 anos, se os progressos continuarem, adiantou Stevens, estes novos painéis solares poderão tornar-se uma realidade e produzir eletricidade a um custo semelhante ao dos métodos convencionais com combustíveis fósseis, nomeadamente o carvão.

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