Saúde

EUA cedem patentes de fármacos para o VIH/SIDA

Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) anunciaram que irão partilhar a propriedade intelectual de alguns medicamentos contra o VIH/Sida para um fundo comum de patentes para que os tratamentos sejam disponibilizados para mais pessoas, em espec
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Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) anunciaram que irão partilhar a propriedade intelectual de alguns medicamentos contra o VIH/Sida para um fundo comum de patentes para que os tratamentos sejam disponibilizados para mais pessoas, em especial os mais desfavorecidos.

Os NIH são a primeira instituição a aderir ao fundo comum lançado pela UNITAID, uma organização de saúde que foi fundada pelo Brasil, Reino Unido, Chile, França e Noruega, em 2006.

Uma fonte da UNITAID adiantou à Reuters que grandes empresas farmacêuticas como a Merck, Tibotec e Gilead, estão em conversações para se juntarem ao fundo comum contra o VIH.

Os NIH detêm as patentes de diversos medicamentos e tratamentos para o VIH/SIDA. O acordo assinado esta semana relaciona-se com um tipo de inibidores usados para tratar infeções resistentes.

“Esta licença de patentes sublinha o empenho do governo dos EUA para o fundo comum de patentes e o seu objetivo de aumentar a disponibilidade de medicamentos contra o VIH nos países em desenvolvimento”, afirmou o diretor Francis Collins.

“Estamos agora a discutir a licença para o fundo comum de outras patentes que podem ter impacto positivo no tratamento d VIH/SIDA”, garantiu à Reuters o mesmo responsável.

O responsável máximo da UNITAID, Philippe Douste-Blazy, com sede em Genéva, congratulou-se pela decisão da NIH e apelou a outros detentores de patentes para que sigam o exemplo.

Cerca de 33 milhões de pessoas vivem com o vírus da imunodeficiência humana (VIH) que causa SIDA. A maioria vive em regiões como a África e a Ásia, onde os medicamentos têm de ser mais acessíveis e baratos para que quem precise, possa comprá-los.

A UNITAID lançou o fundo comum com o objetivo de permitir que os fabricantes de genéricos desenvolvam versões de baixo custo de medicamentos patenteados. Prevê poupar aos países mais pobres cerca de mil milhões de dólares em medicamentos.

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