Ambiente

Espécie rara de golfinho encontrada na Indonésia

Foi anunciada, esta semana, a descoberta de uma espécie rara de golfinhos numa área isolada da Indonésia, a ilha de Bornéu.
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Foi anunciada, esta semana, a descoberta de uma espécie rara de golfinhos numa área isolada da Indonésia. Os golfinhos-de-Irrawaddy foram encontrados por um grupo de ambientalistas da WWF e por membros do governo indonésio responsáveis pela gestão costeira.
 
O anúncio foi feito pela WWF, que explicou que os golfinhos detetados na região de Bornéu correm sérios riscos de extinção e que nunca tinham sido vistos exemplares da espécie naquele local. 
 
A descoberta aconteceu no âmbito de um estudo preliminar acerca das águas costeiras e deixou os especialistas muito satisfeitos. “Estamos entusiasmados com os resultados deste estudo e espero que ajude a revelar informações sobre a população e distribuição desta espécie única”, salientou Alberto Tiju, biólogo da WWF Indonésia. 
 
Os animais foram vistos em 2011 numa parte da ilha de Bornéu célebre pelas suas densas florestas tropicais e por uma vida selvagem rica.

Habitat precisa de grande proteção

A existência destes golfinhos despertou para a necessidade de preservar os leitos dos rios que atravessam Bornéu e combater ameaças como o crescimento contínuo da produção de carvão que aumentam o tráfego de barcos nos cursos de água. 

 
Tiju referiu, portanto, que as conclusões obtidas “demonstram a importância de proteger o habitat dos golfinhos” e, em nome da WWF, apelou a que “todas as companhias que operam nas águas de West Kalimantan desenvolvam práticas sustentáveis”.
 
Em todo o mundo deverão existir cerca de seis mil golfinhos-de-Irrawaddy, a maioria nos estuários de Bangladesh,  no Sudeste Asiático. Além disso, há exemplares da espécie na Tailândia, Cambodja, Filipinas, nas costa nordeste da Austrália e, sabe-se agora, na Indonésia. 
 
Estes golfinhos estão classificados como vulneráveis na lista vermelha da Internacional Union for Conservation of Nature (IUCN) mas, nalgumas regiões, são mesmo considerados pela entidade como estando em grande perigo. Porém, a obtenção de informações mais aprofundadas poderá ajudar.
 
“Com um conhecimento mais preciso da população e do habitat dos golfinhos é expectável que seja possível, futuramente, identificar e implementar uma política especial de proteção da espécie”, concluiu Alberto Tiju.

[Notícia sugerida por Raquel Baêta]

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