Saúde

Espécie de “pacemaker” contra a disfunção urinária

O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, realizou, esta segunda-feira, em duas doentes, uma intervenção inovadora para o tratamento da disfunção urinária.
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O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, realizou, esta segunda-feira, em duas doentes, uma intervenção inovadora para o tratamento da disfunção urinária, que consiste na colocação de uma espécie de “pacemaker” nas raízes nervosas da bexiga através da pele.
 
Trata-se de uma intervenção “de última linha”, ou seja, a ser aplicada “apenas quando as outras falham” sendo especialmente útil em casos de incontinência urinária grave ou para pessoas com problemas que diminuam em muito a sua qualidade de vida. 
 
Este era o caso das duas pacientes intervencionadas, uma com menos de 40 anos e outra com pouco mais do que essa idade, que sofriam de uma condição denominada hipocontratilidade da bexiga, que exige a colocação de um cateter para urinar.
 
Ambas foram, portanto, submetidas à colocação de um aparelho – uma espécie de “pacemaker” – nas raízes nervosas da bexiga, aguardando-se a verificação dos efeitos do procedimento durante as próximas semanas. 
 
“Este dispositivo médico é implantado cirurgicamente sob a pele através de um procedimento minimamente invasivo, estimulando os nervos da zona sacral através de leves impulsos eléctricos”, explica José Palma Reis, médico urologista e chefe do Serviço de Urologia do Hospital de Santa Maria – Centro Hospitalar Lisboa Norte, em comunicado enviado ao Boas Notícias.
 
“Se a avaliação desta fase for positiva, o paciente é submetido à segunda etapa do tratamento, em que um estimulador interno é implantado na parte posterior do quadril, no espaço subcutâneo. O paciente pode ter alta no mesmo dia do implante”, acrescenta o especialista.
 
Tomé Lopes, diretor do serviço de Urologia daquele hospital, mostra-se satisfeito com as intervenções. “Para o hospital é um grande passo no tratamento da incontinência urinária para os casos em que a opção terapêutica oral já não produz efeitos”, considera.

[Notícia sugerida por Sofia Baptista e Vítor Fernandes]

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