Mundo

Espanha: Mãe e filha reencontram-se 40 anos depois

Há 40 anos, uma mulher espanhola foi informada pelos médicos que a filha que acabara de dar à luz tinha morrido. Tratava-se, afinal, de mais um caso de rapto infantil que foi o negócio de muitas redes criminosas no país durante o regime franquista. C
Versão para impressão
Há 40 anos, uma mulher espanhola foi informada pelos médicos que a filha que acabara de dar à luz tinha morrido. Tratava-se, afinal, de mais um caso de rapto infantil que foi o negócio de muitas redes criminosas no país durante o regime franquista. Contudo, mãe e filha voltaram a reencontrar-se, tendo já feito o teste de ADN que prova o parentesco.

Estes crimes terão começado durante o regime do general Franco e prolongaram-se até 1987, quando uma reforma legislativa obrigou os médicos a comunicarem às autoridades cada caso de adoção em que intervinham.

“Este é o primeiro caso de reencontro a que assistimos”, assegurou ao El País Juan Luis Moreno, um dos fundadores da Anadir – Associação Nacional de Afetados por Adoções Ilegais. “Aconteceu em Barcelona, mas ambas preferem ocultar a sua identidade”, acrescentou.

O reencontro deu-se depois de a filha, entretanto adotada por outra família, ter contratado um detetive privado para localizar a sua progenitora, sem sequer desconfiar que, na verdade, existia uma certidão de óbito em seu nome.

As autoridades espanholas estão já a preparar-se para enfrentar outros casos semelhantes: as procuradorias provinciais irão avaliar as centenas de queixas já registadas acerca de bebés alegadamente roubados e o ministro da Justiça, Francisco Camaño, fez saber que pretende disponibilizar, gratuitamente, os testes de ADN aos afetados, sempre que seja apresentada uma autorização judicial.

[Notícia sugerida pelo utilizador Vítor Fernandes]

Comentários

comentários

Pub

Aid Global

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub