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Equador: referendo para abolição dos touros de morte

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O Equador irá realizar este sábado um referendo para definir, entre outros temas, o futuro das touradas de morte no país que está a gerar um intenso debate entre os aficionados das touradas e os defensores da abolição imediata destes acontecimentos.

Os primeiros exigem “respeito” por uma tradição centenária, com mais de 500 anos, enquanto os ativistas contra as touradas pedem o fim da “tortura” de animais.

“Está de acordo que na província do seu domicílio sejam proibidos os espetáculos que tenham como finalidade a morte de um animal?”, questiona a oitava pergunta do referendo, que também irá abordar outras áreas, como a justiça, a proibição dos jogos de azar e a regulação dos negócios nos setores bancário e da comunicação social.

“Há uma incerteza, não sabemos qual será o futuro da festa no Equador caso ganhe o ‘sim’”, afirmou à agência espanhola EFE Luis Fernando García, proprietário de uma das principais ganadarias do país.

Do outro lado, a ativista Maria Caridad Vázquez assegurou que “são as novas gerações que estão a reagir contra as corridas de touros e serão estas mesmas gerações que vão continuar a defender os animais”.

O parlamento da Catalunha (Espanha) proibiu no ano passado as corridas de touros, e o debate sobre esta matéria ganhou novo fôlego no México, o principal centro da atividade tauromáquica na América, onde os senadores do Partido Revolucionário Institucional (oposição) estão a preparar uma lei de proibição das touradas.

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