Sociedade

Empresário doa 100 mil euros à Fundação O Século

Depois de 40 anos a organizar colónias de férias para crianças carenciadas, a fundação O Século anunciou que o programa iria ser cancelado por falta de verbas. Ao ouvir a notícia, um empresário farmacêutico resolveu doar 100 mil euros à instituição
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Depois de 40 anos a organizar colónias de férias para crianças carenciadas, a fundação O Século anunciou, este mês, que o programa iria ser cancelado por falta de verbas. Ao ouvir a notícia, um empresário farmacêutico resolveu doar 100 mil euros à instituição devolvendo, assim, as férias àquelas crianças. 

A colónia de férias infantil foi criada pelo jornal O Século no ano de 1927 e, desde então, só esteve parada no período de 25 de Abril de 1974 por motivos políticos. Durante todos estes anos, a ação proporcionou férias de Verão a milhares de crianças portuguesas carenciadas, muitas das quais nunca tinham sequer ido à praia.

No passado dia 03 de Agosto, o presidente da fundação anunciou a impossibilidade de continuar a realizar a colónia, por motivos financeiros. O anúncio captou a atenção de Paulo Paiva dos Santos que decidiu devolver as férias àquelas crianças através de um donativo de 100 mil euros.

O empresário do ramo farmacêutico declarou, à TSF, que fez a primeira tentativa de contacto com a fundação num fim de semana. Foi-lhe pedido, pelo segurança, que voltasse a ligar na segunda-feira, dia em que falou com o presidente e confirmou o donativo.

“Queria que isso servisse de exemplo para os outros”

Paulo Paiva dos Santos revelou à TSF que sentiu “alguma admiração e surpresa” por parte do presidente da Fundação O Século, quando lhe falou do donativo. Os procedimentos acabaram por ser rápidos, uma vez que foi tudo tratado por telefone.

“Só queria que isso servisse de exemplo para os outros empresários, para ver se ajudam este país e têm uma atitude mais positiva, mais vencedora e menos subsidiodependente”, explicou o empresário que garante já ter feito vários outros donativos para ajudar os mais carenciados.

Paulo Paiva dos Santos afirma que vai “continuar a ajudar Portugal enquanto continuar a acreditar no país”, por gostar mais de “dar do que receber”. O empresário afirma que esta vontade parte dos valores que lhe foram transmitidos pelos pais e que têm por base a ideia de “devolver à sociedade parte do que se ganha”.

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