Sociedade

Emprego: Ainda há setores à procura de trabalhadores

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Apesar da conjetura económica, ainda há setores do mercado à procura de trabalhadores, avança a agência Lusa. A conclusão é de um estudo realizado pela Page Personnel, consultora do grupo Michael Page Portugal.

“Numa conjuntura económica de contenção e incerteza, Portugal ainda regista níveis de empregabilidade fortes em algumas áreas de atividade e setores que continuam a recrutar e que têm bastante saída profissional”, anuncia a investigação.

Retalho, grande consumo, eletrónica de consumo e seguros são os setores mais dinâmicos. Já técnicos financeiros para seguros, comerciais, técnicos-comerciais e gerentes de loja são as atividades com mais saída profissional.

“Apesar de Portugal ter vindo a registar níveis de desemprego crescentes no último ano, o mercado laboral português apresenta algumas tendências de empregabilidade que contrariam a situação financeira adversa que se tem vindo a sentir um pouco por todo o mundo”, diz o estudo.

A empresa quis ainda debruçar-se sobre quais os cursos com maior saída profissional, verificando que “existem cada vez mais pessoas com formação superior a ingressar em setores como o retalho”, que, atualmente, é uma das áreas que mais recruta.

A justificação apresentada para a elevada empregabilidade dos setores enunciados é que estes “continuam a reforçar as suas estruturas com técnicos de suporte ao negócio e estruturas comerciais segmentadas por canal, o que faz com que estas áreas apresentem altos níveis de recrutamento e de emprego”.

No caso específico do retalho, há também alguma rotatividade em funções, por exemplo, de loja, “o que promove, em grande parte, novos recrutamentos e abertura de novas oportunidades de emprego”.

Para além de setores de elevada empregabilidade, estes também registaram uma maior progressão na carreira dos seus profissionais que, em média, demoram 3 anos a subir para um cargo mais elevado dentro da empresa.

Em termos gerais, a consultora concluiu ainda que “o negócio das empresas está cada vez mais orientado para resultados a curto e médio prazo” e que “entre formações, técnicas, especializações, mestrados e MBA, candidatos e empresas têm vindo a apostar cada vez mais nas competências e no talento profissional.”

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