Cultura

Editados textos inéditos de Pessoa para cinema

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Fernando Pessoa, um dos maiores poetas de língua portuguesa, também se interessava por cinema. Prova disso são os argumentos que deixou escritos e datilografados e que foram agora reunidos num volume intitulado “Argumentos para Filme”. Esta obra inédita do poeta chega às livrarias na próxima semana, revela a editora Babel em comunicado.

No livro estão seis argumentos cinematográficos incompletos «quase certamente escritos ainda na época do cinema mudo», indicam os autores da obra no prefácio.

Quatro dos argumentos, “todos datáveis da década de 1920”, foram escritos em inglês – um deles com diálogos em português –, com indicações como Nota para um ‘thriller’ disparatado. Ou para um filme ou Meio plano para peça ou filme.

De acordo com a editora, os livros começam a sair do armazém já esta sexta-feira, dando início à distribuição livreira, havendo um “entrega gradual” ao longo da próxima semana. É expectável que, na terça-feira, grande parte das livrarias de todo o país já tenham a obra à venda.

Com edição, introdução e tradução de Patricio Ferrari e Claudia J. Fischer, esses textos de Pessoa, inéditos em Portugal, foram reunidos num volume intitulado “Argumentos para Filme”, que chega às livrarias, no âmbito da coleção Obras de Fernando Pessoa, coordenada por Jerónimo Pizarro e publicada pela Ática, chancela da Babel.

O que Claudia J. Fischer e Patricio Ferrari acharam “particularmente fascinante” nestes argumentos ou planos para argumentos de filmes foi o facto de eles refutarem a tese de que Fernando Pessoa não se interessava por cinema, uma tese que até agora vigorava e era defendida em várias obras.

Pessoa queria usar o cinema para divulgar Portugal no Mundo

Outro dos capítulos do livro é dedicado aos projetos do poeta relacionados com o cinema: em 1919/1920, queria criar uma empresa que se chamaria Cosmopolis e, mais tarde, o Grémio de Cultura Portuguesa, cuja ação passaria necessariamente pelo cinema, que Pessoa descreveu, nos seus planos, como «uma das maiores armas de propaganda que se pode imaginar» e que pretendia usar “para divulgar Portugal no mundo”.

É no âmbito destes dois projetos que Pessoa tem a ideia de criar uma produtora cinematográfica, a Ecce Film.

O logótipo da produtora, completamente inédito, reproduzido no livro, é invenção de Fernando Pessoa, incluindo o aspeto gráfico. O poeta ensaiou vários logótipos para esta Ecce Film e imaginou até o papel timbrado e os envelopes com uma morada.

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