Negócios e Empreendorismo

DryDrill: Bicicletas portuguesas com identidade

Foi em 2010 que nasceu a DryDrill, uma empresa portuguesa que veio transformar uma simples bicicleta num acessório de moda e numa marca de identidade.
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Satisfazer a necessidade de exclusividade que, cada vez mais, emerge em todos nós. Dar resposta à busca pela individualidade. Oferecer ao cliente a capacidade de escolher. Foram estas as premissas que alimentaram a criação da DryDrill, uma empresa portuguesa que veio transformar uma simples bicicleta num acessório de moda e numa marca de identidade.
 
por CATARINA FERREIRA
 
O projeto nasceu em finais de 2010 pela mão de Henrique Pinho, de 41 anos, que, depois de ter estudado arquitetura e desenhado lojas da Salsa um pouco por todo o país, decidiu desenvolver um conceito próprio, que retivesse os seus valores enquanto pessoa – no fundo, a sua identidade.
 
“Como todas as ideias, durante uma noite mal dormida e com o acumular já de uma quantidade de informação suficiente, surge a junção das palavras que pretendia unir e às quais queria dar um único significado: DryDrill. Dry de denim e drill de fresa, de mecânico”, conta o mentor, um apaixonado pelo denim e pelo aço, ao Boas Notícias.
 
A junção dos dois mundos pode parecer improvável, mas deu-se com naturalidade para Henrique Pinho. “São ambos industriais mas através do design e do engenho transformam-se em peças maravilhosas e muito pessoais. E eu quero estar perto das pessoas”. 

Bicicletas à medida de cada um
 
Da fusão resultam bicicletas personalizadas, peças exclusivas que refletem o caráter individual e que se destinam a um público tão amplo quanto a possibilidade de as customizar. Trata-se, portanto, de um “conceito universal” que se destina à venda na comunidade europeia, mercado que acolhe este tipo de produto de braços abertos.
 
Para a construção dos veículos, a DryDrill utiliza os seus materiais mas tem também parcerias “com os melhores em cada atividade” e diferentes fornecedores, o que oferece à empresa “uma flexibilidade” que, tradicionalmente, não existe.
 
O preço a pagar é variado, até porque a DryDrill não vende as bicicletas completas – somente os componentes. No que respeita a encomendas de quadros, forquetas e rodas , “material unicamente DryDrill”, o valor ronda os 680 euros mais portes de envio, revela o proprietário, que acrescenta que o custo de “uma bicicleta pronta se pode iniciar nos 1.250 euros”.
 
No entanto, de acordo com Henrique Pinho, tudo “depende do tipo de material que for colocado” e, também neste momento, a decisão está inteiramente nas mãos de quem compra. “O cliente define até onde quer levar o valor da bicicleta”, salienta.

Aposta na proximidade e no atendimento personalizado
 

Embora as vendas sejam realizadas por meio de uma plataforma online, o desejo de estar próximo das pessoas é transversal à marca, que tem sempre presente o objetivo de fornecer aos clientes um produto manufaturado não numa perspetiva de massificação, mas de proximidade.

“Não queremos estudos de mercado para saber se estamos a ir na direção certa”, realça o criador da DryDrill. “Queremos falar com as pessoas para que elas nos surpreendam”.

 
E, mesmo sem estudos de mercado, as opiniões dadas por quem toma conhecimento do projeto são um bom indício. “Os elogios têm sido constantes e as pessoas ficam surpreendidas com a beleza das bicicletas que, construídas desta forma mais minimalista, se transformam em peças de design apetecíveis”.

 
Assim, “além de um veículo de transporte”, uma bicicleta personalizada “decora o interior de qualquer casa, deixando de ser algo que está escondido na arrecadação” e passando a ser um elemento que vale a pena deixar à vista de todos.
 
Quanto ao futuro, Henrique 
Pinho mostra-se otimista. A procura tem sido grande, o que é particularmente relevante considerando que a compra de uma destas bicicletas é “ponderada” e não feita “por impulso” e, segundo o responsável, “as expetativas são altas”.
 
“Ainda não iniciámos verdadeiramente a divulgação internacional, o que, a acontecer, vai multiplicar por 20 o volume de trabalho”, confessa, antevendo mais sucessos para esta marca que quer ser não uma marca vulgar, mas “a marca das bicicletas que são um acessório de moda”.
 
Clique AQUI para visitar o site da DryDrill.

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