Ciência

Descobertas moléculas que podem travar o cancro

Uma equipa de cientistas italianos e franceses descobriu uma nova família de moléculas que pode contribuir para o tratamento de vários tipos de cancro, nomeadamente o cancro da pele e tumores cerebrais. O estudo foi publicado no Journal of Medicinal
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Uma equipa de cientistas franceses e italianos descobriu uma variação molecular que poderá impedir o desenvolvimento de vários tipos de tumores. O estudo, publicado no Journal of Medicinal Chemistry, pode levar à descoberta de novas estratégias terapêuticas para combater certos cancros, como o cancro de pele e os tumores cerebrais.
 
Muitos dos cancros ocorrem quando o nosso organismo interrompe um fenómeno conhecido como 'via de sinalização de Hedgehog' – que consiste num conjunto de complexas reações bioquímicas fundamentais para um desenvolvimento celular saudável dos seres vivos.

A disfunção desta cadeia de reações causa o desenvolvimento de células cancerígenas, dando origem a tumores. O motivo desta disfunção está associado a uma deficiência no recetor Smoothened que é responsável pela ativação da sinalização de Hedgehog.

 
Várias empresas farmacêuticas já desenvolveram moléculas capazes de bloquear, em laboratório, esta ação nociva do recetor Smoothened. Contudo, não tiveram sucesso ao aplicá-las em animais e humanos, visto que entretanto surgiram novas mutações do Smoothened, tornando o tratamento ineficaz.

Composto bloqueia multiplicação das células cancerígenas

Agora, a equipa franco-italiana conseguiu compreender melhor os mecanismos associados a esta resistência. A equipa responsável pelo novo estudo, analisou 500 mil moléculas informatizadas e, ao alterar uma delas, encontrou uma nova família de compostos chamados MRT, dos quais selecionaram os MRT 83.

Descobriram depois que este novo composto molecular inibe a atividade da Smoothened com igual ou maior precisão do que as moléculas já conhecidas.

 
Este estudo foi desenvolvido pelo Centro Nacional francês de Pesquisas Científicas (CNRS) e pela Universidade de Siena (Itália).

Clique AQUI para aceder ao estudo no Journal of Medicinal Chemistry e AQUI para aceder ao Press Release da CNRS.

[Notícia sugerida por Patrícia Guedes e Sofia Baptista]

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