Ciência

Descoberta pode ajudar a combater calvície masculina

Foi identificada uma proteína inibidora que pode estar na origem da calvície de alguns homens. A investigação foi levada a cabo pela faculdade de medicina da Pensilvânia, EUA, e pode ter isolado um alvo mais preciso para os tratamentos da calvíce.
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Foi identificada uma proteína inibidora do crescimento do cabelo que pode estar na origem da calvície de alguns homens. A investigação foi levada a cabo pela faculdade de medicina da Pensilvânia, EUA, e pode ter isolado um alvo mais preciso para os tratamentos de queda de cabelo.

Os cientistas americanos, da Faculdade de Medicina Perelman na Universidade da Pensilvânia, encontram uma quantidade anormal de uma proteína, a prostaglandina D2, no escalpe careca de homens com calvície de padrão masculino – também conhecida como alopecia androgenética, uma das principais causas para a queda de cabelo em homens – e também de mulheres.

O estudo analisou o escalpe de 22 homens, comparando zonas que ainda tinham cabelo e aquelas que já não o tinham, comprovando que estas últimas apresentavam níveis maiores da proteína.

O artigo, publicado esta semana na revista Science Translational Medicine, demonstra que esta a prostaglandina D2 parece ser o principal inibidor do crescimento do cabelo após queda. O composto utiliza um recetor denominado GPR44 que assim se revela como um dos principais alvos a ter em conta na produção de medicamentos e terapias capilares.

“Apesar um tipo diferente de prostaglandina ser conhecido por aumentar o crescimento do cabelo, as nossas descobertas foram inesperadas, já que não se tinha associado as prostaglandinas com a queda de cabelo”, explicou George Cotsarelis, um dos autores do trabalho.

“No entanto”, acrescentou, “faz sentido que exista um inibidor do crescimento de cabelo, tendo em conta o nosso trabalho de observação de células estaminais dos folículos capilares”.

Da equipa de investigação, cujo principal autor foi Luis Garza, fizeram também parte especialistas de outras universidades norte-americanas.

Para já, as descobertas feitas durante o estudo ainda estão a ser desenvolvidas, pelo que ainda não começaram a ser realizados testes clínicos.

O artigo completo pode ser lido na Science Translational Medicine AQUI.

[Notícia sugerida por Rui Canhão e Sofia Baptista]

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