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Data-Pitch: start-ups chamadas a resolver desafios da indústria Europeia

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As inscrições no programa ‘Data Pitch’ já arrancaram, e  estendem-se até dia 2 de outubro. Este ambicioso projeto pan-Europeu promete acelerar startups oriundas de toda a Europa, em campos tão diversos como a previsão de tendências do retalho, infertilidademasculina ou serviços de concierge para autoridades locais, tudo através do tratamento de dados. A Beta-i, em parceria com a Comissão Europeia, assegura a coordenação deste acelerador.

Met OfficeKonica Minolta e Greiner International Packaging são alguns dos mais recentes parceiros corporativos a aderir ao programa, partilhando os seus dados com as startups inscritas no Data Pitch, um acelerador pan-europeu patrocinado pela União Europeia, através do programa Horizonte 2020.

Outros parceiros incluem a multinacional de telecomunicações Altice, o GROW Observatory (da Universidade de Dundee), a plataforma de serviços financeiros MASAI ou a portuguesa Jose de Mello Saude.

Assim, de hoje até dia 2 de Julho, as startups podem concorrer a um lugar neste acelerador, onde podem receber €100 mil euros de financiamento (a fundo perdido sem tomada de capital), mentoria de especialistas, oportunidades de investimento, bem como acesso a dados gerados por várias grandes empresas, e pelo sector público.

O investimento acima referido destina-se a premiar soluções que respondam a uma séries de desafios, e usando uma combinação de dados abertos, fechados e partilhados. Os campos de actuação vão desde a melhoria de eficiência no transporte e sistemas de logística, até previsão de tendências do retalho, infertilidade masculina ou análise de fissuras em ossos.

Dezoito startups estão já inscritas no programa, trabalhando dados de empresas como a Deutsche Bahn, o operador ferroviário alemão ou o gigante do retalho português Sonae. Até agora, estes projectos atraíram mais de €830.000 em vendas e investimento, e criaram mais de 30 postos de trabalho directos.

“Um objectivo central do Data Pitch passa por encorajat a circulação de dados entre diferentes entidades, gerando todo um ecossistema de inovação, onde várias organizações  trabalham de perto com startups ágeis, de forma a apenderem uns com os outros, e recorrendo aos dados como algo que os ajuda a resolver os problemas. Hoje em dia, todas as organizações geram um quantidade substancial de dados, mas muitas não estão ainda munidas de competências para os analisar de forma efectiva. Ao aplicar um modelo de inovação deste tipo e escala, conseguimos atrair algumas das mentes mais criativas do universo de start-ups Europeu”, defende Elena Simperl, Professora da Universidade de Southampton e Directora de Projecto do Data Pitch.

Para Ricardo Marvão, co-fundador e Chief Education Officer da Beta-i, “os maiores inovadores europeus encontram aqui uma oportunidade para criar diversas soluções para diferentes desafios da indústria, que vão desde a privacidade dos dados pessoais à redução da fraude nos sistemas financeiros, passando pelo combate às alterações climáticas. Este programa visa ajudar a indústria Europeia, recorrendo a ferrmentas e serviçoes gerados pelos dados da própria indústria, com a ajuda de algumas das mais capazes startups do continente. Isto está em completamento alinhado com a missão e visão da Beta-i”.

Para concorrer ao Data Pitch, as startups precisam de estar sediadas num dos 28 países da União Europeia (ou num país associado do programa Horizonte 2020), e registadas como PME junto da Comissão Europeia. Para além disso, precisam de demonstrar ter capacidade de aceder de forma segura a dados de terceiros, fazendo prova de como vão utilizar os dados a que tenham acesso.

Para mais informações consultar www.datapitch.eu

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