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Crianças descobrem dente de animal pré-histórico

Um grupo de crianças norte-americanas descobriu, por acaso, um enorme dente de mastodonte - uma espécie de animal pré-histórico da família dos elefantes - junto a um riacho próximo de uma quinta em Sumner, no estado do Iowa, EUA.
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Um grupo de crianças norte-americanas descobriu, por acaso, um enorme dente de mastodonte – uma espécie de animal pré-histórico da família dos elefantes – junto a um riacho próximo de uma quinta em Sumner, no estado do Iowa, EUA. A autenticidade do achado, que deverá ter cerca de 20.000 anos, foi já confirmada por uma investigadora.
 
Foi quando tentavam refrescar-se num dia quente de Junho que os amigos se depararam com o estranho e raro objeto. Chase Redfern, um dos jovens, retirou-o da lama e, junto dos companheiros, crentes de que se tratava de algo fantástico como um dente de um dinossauro carnívoro, correu de volta para a casa de um destes para o mostrar aos adultos.  
 
Segundo Katherine McCarville, investigadora da área das geociências na Universidade de Upper Iowa, nos EUA, as crianças estavam “parcialmente certas”: tratava-se, de facto, de um dente, mas do molar de um mastodonte que deverá ter desaparecido da superfície terrestre há aproximadamente 20.000 anos. 


Chase Redfern (o primeiro a contar da esquerda) e os amigos continuam à procura de outros vestígios de animais pré-históricos no mesmo local
 

“Ao longo de milhões de anos houve muitos tipos diferentes de elefantes na região da América do Norte, incluíndo mamutes e mastodontes”, explica McCarville, em comunicado. “O último morreu há cerca de 12.700 anos, durante a Grande Extinção do período Pleistoceno, que pode ter sido causada por fatores diversos como alterações climáticas, doenças ou caça excessiva”, acrescenta a investigadora.
 
De acordo com a especialista, o dente descoberto pelo jovem Chase, de 11 anos, pertenceria a um animal que terá vivido durante a mais recente Idade do Gelo que afetou a região que hoje corresponde ao Iowa.
 
 “É um exemplar interessante. Visto que o dente está completo e não danificado, mesmo tendo sido transportado por um rio, isso pode ser um indicador de que outros restos mortais do mastodonte poderão estar próximos”, alerta McCarville.
 
Entretanto, as crianças voltaram ao local na expetativa de voltar a fazer um achado pré-histórico, mas as fortes chuvas têm dificultado a tarefa. Em qualquer dos casos, a cientista acredita que é possível que tal aconteça, já que vários outros vestígios da presença dos mastodontes têm sido encontrados em Iowa e no Illinois.

Notícia sugerida por Maria Pandina

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