Ciência

Coimbra: Descoberta partícula mais leve de sempre

Um investigador da Universidade de Coimbra (UC) identificou, recentemente, a partícula subatómica mais leve de sempre, que é como "uma bolha de sabão".
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Um investigador da Universidade de Coimbra (UC) identificou, recentemente, a partícula subatómica mais leve de sempre, que pode ser descrita como “uma bolha de sabão” e resulta das interações nucleares. 
 
Na sequência de uma busca incessante pela descoberta de misteriosas partículas escondidas no Universo, o físico teórico Eef van Beveren, atualmente a trabalhar na instituição de ensino universitário portuguesa, chegou à evidência clara de um novo bosão.
 
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, Eef van Beveren, que desde há mais de duas décadas suspeitava da existência desta partícula, salientou que “a descoberta constitui uma surpresa completa para a comunidade científica porque se trata de uma partícula muito especial e mais leve do que quaisquer outras partículas com (anti)quarks”.

Uma descoberta de um século

 
“Descobertas destas só existem uma vez por século!”, acrescentou o especialista, que acredita que as suas implicações “são de longo alcance, não apenas para a física hadrónica (que estuda as interações fortes entre partículas), mas também para a física das altas energias”.
 
Segundo Eef van Beveren, a partícula poderá até “ser utilizada como uma fonte de energia nuclear mais limpa, dado que não há resíduos. Mas, isto, apenas num futuro bastante afastado porque, para já, além da sua existência, não sabemos quase nada sobre ela”.
 
Por enquanto, aquilo que se sabe sobre a E(38), como foi batizada pelo físico, é que é como “uma bolha de sabão” e 25 vezes mais leve do que um protão. Eef van Beveren crê que será, além disso, uma partícula de enorme capacidade, estimando que “um miligrama desta matéria dará para um Mega Watt durante um ano”.
 
Entretanto, van Beveran submeteu já, juntamente com o seu colaborador George Rupp, do Instituto Superior Técnico de Lisboa, um artigo científico para publicação na Physical Review Letters, a revista de topo na área da física das partículas. 
 
Para o futuro esperam-se muitos e mais aprofundados estudos para avaliar as suas propriedades e armazenamento.

[Notícia sugerida por Raquel Baêta, Rita Correia e Sofia Baptista]

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