Ciência

Coimbra cria nanopartícula ‘ninja’ que combate tumores

É uma nanopartícula inteligente que reconhece os tumores atuando diretamente nos alvos cancerígenas sem afetar as células boas do organismo. A PEGASEMP já tem patente nos EUA e, caso os testes em humanos aprovem a terapia, dentro de três anos deverá
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É uma nanopartícula inteligente que reconhece os tumores atuando diretamente nos alvos cancerígenas, sem afetar as células saudáveis do organismo. A PEGASEMP já tem duas patentes nos EUA e, se os testes em humanos forem bem sucedidos, pode estar disponível no mercado dentro de três anos.

por Sara Cunha

Foi a TREAT U, uma empresa spin-off da Universidade de Coimbra criada em 2010, que desenvolveu esta nanopartícula revolucionária ao nível dos tratamentos de quimioterapia.

“A PEGASEMP é 80 vezes mais pequena do que uma célula. Quando administrada na corrente sanguínea do paciente, reconhece tumores e liberta o tratamento de quimioterapia como se de uma granada se tratasse”, explica ao Boas Notícias a investigadora Vera Dantas Moura (na foto), sócia fundadora da TREAT U.

Além de atuar de forma mais dirigida e inteligente, outra característica desta nanopartícula que promete aumentar a eficácia das terapias oncológicas é o facto de “reduzir os efeitos nas células saudáveis ao diminuir a acumulação do fármaco nos órgãos que não têm lesão, o que não acontece com outros tratamentos de quimioterapia convencionais”.

Este tratamento, que é administrado por via intravenosa, já foi testado com sucesso em ratinhos com cancro da mama. Os bons resultados da equipa da TREAT U foram reconhecidos nos EUA, onde a PEGASEMP já conquistou duas patentes. Uma situação que “valida o potencial desta nanopartícula no mercado das terapias oncológicas em que se insere”, defende a investigadora, de 33 anos. 

Testes em humanos dentro de dois anos

Dentro de dois anos, a TREAT U deverá começar os testes em humanos pelo que, em caso de sucesso, a nova terapia deverá entrar no mercado já em 2017.

 
Contudo, sublinha Vera Dantas Moura, para que as investigações prossigam com sucesso, a prioridade da TREAT U tem sido “assegurar a sustentabilidade da empresa” apostando nos seus ativos intelectuais e garantindo fontes de financiamento.
 
A concretização do projeto da empresa de Coimbra contou com a colaboração da equipa da Bluepharma – João Nuno Moreira, do Sérgio Simões, do Luís Almeida, do Amílcar Falcão – e com o apoio financeiro da Portugal Ventures.

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