Ciência

Cientistas recriam cerveja mais antiga do mundo

Cientistas finlandeses esperam recriar a cerveja mais antiga do mundo, que ainda se encontra preservada, e que data do século XIX. O espécime único terá sido criado entre o ano de 1800/1830 e foi localizada em julho passado entre os destroços de um a
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Cientistas finlandeses esperam recriar a cerveja mais antiga do mundo, que ainda se encontra preservada, e que data do século XIX. O espécime único terá sido criado entre o ano de 1800/1830 e foi localizada em julho passado entre os destroços de um antigo naufrágio que terá acontecido por essa altura ao largo das ilhas Aland, no mar Báltico.

A equipa do VTT Technical Research Center explica que o objetivo é tentar determinar a receita usada naquela que é “uma das mais bem preservadas e antigas cervejas do mundo”.

Os investigadores esperam, através de análises químicas, descobrir que tipo de levedura foi utilizado no processo de fabricação da cerveja. Isto porque “o papel da levedura na cerveja ainda não tinha sido compreendido completamente no início do século 19”, explica o porta-voz da VTT Annika Wilhelmson.

Além disso, os cientistas pretendem ainda determinar se é possível que leveduras possam sobreviver dois séculos no frio a 50 metros de profundidade.

“Vimos células de levedura da cerveja pelo microscópio, mas ainda não sabemos se elas estão vivas. É como cavar um cemitério esperando encontrar alguém vivo”, disse John Londesborough, outro dos cientistas da equipa finlandesa. “Encontrámos alguns corpos em estado muito bom”, adiantou ao Globe and Mail.

“O que quer que analisemos, vamos ter de fazer muita interpretação”, explica Wilhelmson à BBC. “Precisamos de analisar o que é hoje e começar a pensar como era quando foi feito – quando estava fresco, porque claramente agora não está”.

“Seria bom saber os ingredientes e modo de preparação para que cervejeiras pudessem produzir um novo produto a partir da antiga cerveja”, disse Rainer Jusslin, membro do governo provincial de Aland, citado em comunicado da VTT.

A equipa do VTT espera concluir a pesquisa em maio deste ano, altura em que publicará um artigo científico com todas as explicações.



[Notícia atualizada a 10/02/2011 às 16:45]

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