Saúde

Ciência: Três portuguesas distinguidas na área da saúde

Três cientistas portuguesas foram distinguidas com o Prémio L'Oreal Mulheres na Ciência devido aos seus projetos relacionados com áreas distintas da sáude.
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Três cientistas portuguesas foram distinguidas com o Prémio L'Oreal Mulheres na Ciência devido aos seus projetos relacionados com o cancro da mama, a suscetibilidade ao pneumotórax espontâneo primário e a incapacidade causada pela esclerose múltipla.
  
Ana Barbas, Inês Sousa e Adelaide Fernandes foram as escolhidas desta 8ª edição por entre um leque de 80 candidatas numa iniciativa que apoia a investigação científica na Saúde e Ambiente em Portugal.

O projeto apresentado por Ana Barbas, investigadora do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, pretende encontrar uma forma de impedir o crescimento dos tumores no caso do cancro da mama.
 
“Todas as células comunicam entre si e existem algumas vias de sinalização de proteínas, de genes que já se conhecem, que quando não funcionam bem, quando estão desreguladas podem levar ao aparecimento de diversos tipos de doenças, diversos tipos de cancros”, explicou a cientista.
 
Já Inês Sousa, investigadora do Instituto de Medicina Molecular, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e do Instituto Gulbenkian de Ciência, candidatou-se com um projeto relativo a um problema pulmonar raro, o pneumotórax espontâneo primário, de modo a identificar as suas variantes genéticas.
 
Sabe-se pouco sobre esta doença que “afeta essencialmente indivíduos do sexo masculino, jovens, dos 18 aos 35 anos, altos, magros, desportistas, aparentemente saudáveis e sem historial de doença pulmonar e não percebemos porque se causa esta bolha de ar que comprime os pulmões e faz com que entrem em colapso e falência”, conta a especialista.

Adelaide Fernandes, professora auxiliar da Faculdade de Farmácia, da Universidade de Lisboa, foi distinguida com o seu trabalho sobre a esclerose múltipla, uma doença que afeta mais de um milhão de pessoas em todo o mundo e cerca de cinco mil em Portugal. 
 
“Este projeto pretende identificar um alvo terapêutico na esclerose múltipla, pretendemos avaliar se uma proteína S100B está de facto envolvida na doença”, especificou Adelaide Fernandes citada pela Lusa.

As candidaturas a este prémio, apoiado pela UNESCO, decorreram entre 15 de Junho e 15 de Setembro de 2011. A entrega dos galardões decorre esta quarta-feira.

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