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Chile: perfuradora aproxima-se dos mineiros

Uma das três perfuradoras a operar na mina de San José, onde 33 homens estão presos há dois meses, já está a 130 metros do seu objetivo. Pelo menos, foi essa a informação divulgada pelo engenheiro encarregado das operações de resgate no seu Twitter:
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[Fotografia: © REUTERS/Chilean Government/Handout]

Uma das três perfuradoras a operar na mina de San José, onde 33 homens estão presos há dois meses, já está a 130 metros do seu objetivo. Pelo menos, foi essa a informação divulgada pelo engenheiro encarregado das operações de resgate no seu Twitter: “Passámos os 500 metros no plano B”, escreveu.

O pesadelo parece estar cada vez mais perto do fim e, segundo as últimas previsões, é possível que termine muito antes do previsto. Ainda assim, quando a perfuração terminar, é preciso avaliar a segurança das paredes do poço e só então a equipa decide se procede ou não ao seu revestimento com um tubo de metal.

“Temos de fazer as coisas lentamente, porque não deve haver nenhuma falha, caso contrário a cápsula de resgate pode ficar presa”, disse à EFE Omar Gallardo, engenheiro de Minas da Universidade de Santiago.

Quando o resgate avançar, os mineiros serão assistidos por três enfermeiros voluntários, com treino específico para esta situação, que serão enviados para o local onde os homens estão presos com o objetivo de ajudar ao salvamento a partir do interior do poço.

No momento em que chegarem, finalmente, à superfície, cada um dos mineiros será equipado com óculos especiais para se proteger da luz do sol, evitando quaisquer danos oculares decorrentes de terem permanecido debaixo da terra e com pouca luz durante mais de dois meses.

Os óculos “protegem contra todos os raios ultravioleta, contra todos os graus de luz que há, contra luzes muito fortes e permitem a adaptação progressiva do olho à luminosidade, depois de um longo tempo na penumbra ou com pouca luz”, explicou Alejandro Pino, gerente regional da Associação Chilena de Segurança (ACHS), em declarações à AFP.

O equipamento, comercializado por 450 euros, foi doado por uma empresa norte-americana.

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