Ciência

CERN regressa ao Big Bang

O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) vai tentar novamente, no próximo dia 30, recriar o Big Bang que deu origem ao nosso universo. A recriação será realizada através do Grande Colisionador de Hadrões (LHC), o acelerador de partículas mais p
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O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) vai tentar novamente, no próximo dia 30, recriar o Big Bang que deu origem ao nosso universo. A recriação será realizada através do Grande Colisionador de Hadrões (LHC), o acelerador de partículas mais potente do mundo, noticia a AFP.

As partículas vão chocar com uma energia inédita de 7 teraelétron volts (TeV) dentro do túnel circular de 27 km do CERN, que se encontra enterrado 100 metros abaixo da terra, entre a França e Suíça, nas proximidades de Genebra, revelaram os pesquisadores do CERN.

“Com um feixe (no sentido inverso) de 3,5 TeV, estamos perto de lançar o programa de pesquisa física do LHC”, indicou em um comunicado Steve Myers, diretor encarregado dos aceleradores no CERN.

“A única maneira de sincronizar os dois eixos é em si um desafio: é um pouco como lançar duas agulhas de ambos os lados do Atlântico para que se choquem no meio do Oceano”, assinalou.





“O LHC não é uma máquina em que basta apertar um botão”, sublinhou o diretor-geral do CERN, Rolf Heuer. “Funciona muito bem, mas ainda está em etapa de ajustes… Pode demorar horas e inclusive dias para obter os choques”.

Os choques de protões lançados em sentido inverso deverão provocar o surgimento de partículas elementares hipotéticas sobretudo o Bosão de Higgs, que define a noção de massa na física teórica mas que ainda não foi observada. Higgs representa a chave para explicar a origem da massa no universo.

Os últimos êxitos do LHC constituem um alívio para os cientistas depois das duas avarias que o instrumento físico mais preciso do mundo depois de seu grande lançamento em setembro de 2008.

Depois de sofrer reparos durante 14 meses, o LHC foi relançado em novembro de 2009. Um mês mais tarde obteve uma potência jamais vista de aceleração de feixes de prótons de 2,36 TeV, permitindo o choque de mais de um milhão de partículas.

Se alcançar os 7 TeV, o CERN atingirá uma potência três vezes e meia maior da potência máxima de seu concorrente, o Fermilab de Chicago (Estados Unidos).

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