Ciência

Cegueira: Português lidera terapia inédita

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Um grupo de investigação da Universidade de Oxford, Inglaterra, desenvolveu uma terapia genética inédita para tratar um tipo de cegueira conhecida como coroideremia. Miguel Seabra, professor da Universidade Nova de Lisboa, liderou o trabalho pré-clínico que antecedeu a identificação do gene que causa a doença ocular, avança o portal Ciência Hoje.
 
A coroideremia é uma doença que resulta de uma degeneração progressiva da retina, que afeta sobretudo homens. O diagnóstico é geralmente feito na infância, levando à cegueira quando os pacientes atingem a meia-idade.
 
A técnica que está a agora a ser testada, começou a ser desenvolvida por uma equipa liderada por Miguel Seabra há cerca de 20 anos em Londres. Pela primeira vez, os cientistas tentaram compensar um problema genético nas células que captam a luz, posicionadas na parte posterior do olho, injetando cópias de genes saudáveis.

O primeiro paciente a receber o tratamento foi um advogado de Bristol, Jonathan Wyatt, de 63 anos. Segundo explicou Miguel Seabra ao Ciência Hoje, a operação – que consiste na injeção de um vírus terapêutico que transporta o gene saudável – correu bem mas o processo de cura é lento e será preciso esperar dois anos para ter garantias de sucesso total. Para além deste primeiro doente, mais 11 pessoas serão submetidas, nos próximos meses, ao tratamento.
 
Uma vez que esta doença é detetada na infância, Robert MacLaren, professor de Oftalmologia na Universidade de Oxford que lidera o ensaio clínico, disse em comunicado esperar que se possa tratar os doentes mais cedo, antes de começarem a perder a visão. Por outro lado, diz o médico, esta técnica abre caminho para o tratamento de outras causas genéticas de cegueira.
 
Jonathan Wyatt via normalmente até os 19 anos, quando começou a notar que tinha a visão reduzida em ambientes escuros. Os médicos disseram que a sua visão iria piorar e que ele poderia ficar cego.
 
Há dez anos, Wyatt começou a ter dificuldades para ler declarações durante julgamentos, em salas com menos iluminação, e acabou por abandonar a profissão. Segundo disse à BBC, o advogado espera que o tratamento permita que ele continue a sua profissão.

Clique AQUI para aceder ao comunicado da Universidade de Oxford.

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