Saúde

Cancro: Europa aprova nova vacina contra o HPV

A Comissão Europeia acaba de autorizar a introdução do mercado de uma nova vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV, na sigla em inglês) destinada a homens e mulheres para prevenção de lesões pré-cancerosas e cancros.
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A Comissão Europeia acaba de autorizar a introdução do mercado de uma nova vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV, na sigla em inglês) destinada a homens e mulheres para prevenção de lesões pré-cancerosas e cancros que afetam o colo do útero, a vulva, a vagina ou o ânus.
 
O anúncio foi feito pela farmacêutica Sanofi Pasteur MSD, que vai distribuir, na Europa Ocidental, a vacina, que pode ser administrada a partir dos nove anos de idade e previne, também, o condiloma acuminado (as chamadas “verrugas genitais”) causado por determinados tipos do vírus. 
 
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, a Sanofi revela que esta nova vacina nonvalente contra o HPV demonstrou uma eficácia de 97% na prevenção de lesões lesões pré-cancerosas de alto grau do colo do útero, vagina e vulva causadas pelos cinco tipos de HPV oncogénicos adicionais (31, 33, 45, 52, 58).
 
Além disso, acrescenta a farmacêutica, “a vacina demonstrou induzir respostas de anticorpos contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18 não-inferiores às induzidas com a vacina quadrivalente contra o HPV, a vacina mais utilizada e que integra o Programa Nacional de Vacinação em Portugal”. 
 
“Estamos muito satisfeitos com a aprovação da Comissão Europeia para esta importante vacina que oferece uma oportunidade extraordinária para aumentar a prevenção do cancro em homens e mulheres por toda a Europa”, afirma Jean-Paul Kress, presidente da Sanofi Pasteur MSD.
 
Para Kress, “esta vacina representa um avanço significativo para a saúde pública”, já que “vacinando rapazes e raparigas” será possível “prevenir não só 90% dos casos de cancro do colo do útero, mas também implementar programas de vacinação eficazes para prevenir outras doenças associadas ao HPV, tais como o cancro do ânus, da vulva e da vagina, para os quais não há, atualmente, um rastreio sistemático”.
 
A vacina nonavalente contra o HPV inclui um total de sete tipos de HPV (HPV 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58)) – mais do que qualquer outra vacina contra o HPV disponível até ao momento -, responsáveis por cerca de 90% dos casos de cancro do colo do útero, 90% dos casos de cancro do ânus e cerca de 80% das lesões de alto grau do colo do útero (lesões pré-cancerosas do colo do útero, definidas como CIN2, CIN3 e AIS) em todo o mundo. 

Programas de vacinação já reduziram prevalência do vírus
 

De acordo com a Sanofi, a autorização de introdução no mercado é suportada por um vasto programa de desenvolvimento clínico iniciado em 2007, constituído por sete ensaios nos quais foram incluídos mais de 15.000 indivíduos em 30 países.
 
A vacina nonavalente contra o HPV vai ser comercializada nos países da Europa Ocidental pela Sanofi Pasteur MSD (uma joint venture entre a MSD e a Sanofi Pasteur), nos Estados Unidos e no Canadá pela Merck e nos restantes países (incluindo Europa Oriental) pela MSD.
 
A implementação de programas de vacinação contra o HPV em todo o mundo já demonstrou a redução da prevalência do HPV e do numero de casos de lesões de alto grau do colo do útero e de condilomas genitais. Com base nos estudos de efetividade na vida real, espera-se que, no futuro, estes programas contribuam para a redução do número de casos de cancro associado ao vírus.
 
Após esta autorização de introdução no mercado, as autoridades de saúde em toda a Europa vão avaliar o papel desta nova vacina nos seus programas de vacinação. Até lá, a vacinação com as vacinas atualmente disponíveis, em conjunto com os programas de rastreio, continuam a ser o padrão para a proteção da população contra os cancros associados ao HPV.

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