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Brasil: Parto em casa visto por dois milhões na Net

Quando decidiu filmar um dos momentos mais emocionantes da sua vida - o nascimento, em casa, do seu primeiro filho -, e publicá-lo na Internet, a brasileira Sabrina Ferigato nunca imaginou a repercussão que o ato teria.
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Quando decidiu filmar um dos momentos mais emocionantes da sua vida – o nascimento, em casa, do seu primeiro filho -, e publicá-lo na Internet, a brasileira Sabrina Ferigato nunca imaginou uma repercussão tão grande. Porém, a verdade é que o sucesso foi enorme: o vídeo tornou-se viral e mais de dois milhões de pessoas já assistiram às imagens.
 
São nove horas de parto compiladas em apenas 14 minutos. A filmagem foi feita por Vivian Scaggiante, uma fotógrafa e amiga de infância de Sabrina, e editado por Suzanne Shub, ambas parte do Grupo Samaúma de Parto Humanizado de Campinas, no Brasil, que acompanha nascimentos em famílias onde as mulheres optam por dar à luz na sua própria residência.
 
Embora esteja seja uma opção polémica, Sabrina sempre soube que queria segui-la. Em entrevista ao G1, a terapeuta ocupacional, de 30 anos, sublinhou que o parto domiciliáro “não é nada medieval, como muita gente imagina” e que o essencial é “estar confortável e segura” com o momento, procurando orientações médicas e relatos de outras mães.
 
Sabrinca explicou ainda que o parto humanizado possui menos intervenções mas é, ainda assim, assistido por médicos obstetras e outros especialistas que conduzem o nascimento e podem intervir em caso de necessidade. “Havia todo o material de urgência e emergência”, garantiu, afirmando que um parto deste tipo é “mais confortável” e está mais associado “à mulher, à mãe”.
 
Segundo a autora, Vivian Scaggiante, o sucesso das imagens estará relacionado com a presença incondicional do companheiro de Sabrina, Fernando, que acompanhou todo o trabalho de parto, e com a ligação da jovem mãe ao filho. “O facto de a Sabrina ter rezado e falado sobre a missão de vida do filho durante o parto foi muito emocionante”, lembrou.
 
O vídeo dá conta de todos os detalhes até ao nascimento, desde as primeiras contrações aos telefonemas a familiares para anunciar a chegada do grande dia.  
 
Na descrição no Youtube, Sabrina Ferigato faz questão de realçar que a recetividade em relação às imagens é “a expressão da resistência de muitas mulheres que se identificam e que se inspiram em resgatar o protagonismo em relação ao seu corpo e aos seus partos”.

[Notícia sugerida por Elsa Martins]

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