Ciência

Braga: Alunos do secundário descobrem asteróide

Um grupo de alunos da Escola Secundária D. Maria II, em Braga, descobriu um asteróide desconhecido no âmbito de um projeto internacional.
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Um grupo de alunos da Escola Secundária D. Maria II, em Braga, descobriu um asteróide até agora desconhecido no âmbito de um projeto internacional que envolveu uma colaboração com a Universidade Hardin-Simmons, no Texas, EUA.
 
Os alunos portugueses trabalharam em conjunto com esta universidade norte-americana, o Laboratório de Ciências Espaciais da NASA e outros observatórios astronómicos de todo o mundo, numa iniciativa que tem por objetivo a deteção e determinação da órbita de asteróides e outros pequenos corpos do sistema solar.
 
A última campanha de deteção, que visa vigiar potenciais ameaças à Terra, decorreu entre 5 de Dezembro e 9 de Janeiro, escreve o Correio do Minho. Foi por essa ocasião que os jovens lusos descobriram o asteróide 2012 AK10.
 
Os estudantes bracarenses receberam, através da Internet, imagens obtidas por meio de telescópios de grande potência sediados nos EUA, que deveriam analisar com a ajuda dos seus professores com recurso a um software especializado. 
 
Durante a análise, encontraram o asteróide em questão, achado que foi posteriormente validado pelos parceiros do IASC, um conjunto mundial de universidades, observatórios, instituições de investigação científica e escolas.
 
Num comunicado feito no site oficial, a Escola Secundária D. Maria II frisa que este é um momento “histórico” e “único”, sendo que “merece ser festejado” e parabeniza os alunos envolvidos na descoberta.
 
Esta já não é a primeira participação portuguesa no projeto e, dado o sucesso das últimas missões, Patrick Miller, coordenador internacional dos estudos, decidiu premiar os jovens nacionais, realizando anualmente, pelo menos, uma vez, uma sessão de pesquisa exclusiva para as escolas portuguesas, pesquisas que receberam o nome de “All Portugal Asteroid Search Campaigns”.
 
De agora em diante, o asteróide 2012 AK10 passará a ser seguido pelos telescópios mundiais durante um período que variará entre 3 a 6 anos, com vista à determinação rigorosa da sua órbita.
 
Entretanto, este corpo menor do sistema solar vai deixar o nome provisório e será registado oficialmente com um nome bracarense, cuja escolha estará nas mãos dos alunos que o descobriram.
 
[Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes]

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