Ambiente

Biólogos seguem tartarugas devolvidas ao mar

No âmbito do projeto "Regresso Adiado" do Zoomarine de Albufeira, três tartarugas alojadas em cativeiro foram devolvidas à Natureza, em setembro de 2009. Os biólogos têm acompanhado o percurso e o comportamento de Calantha, Tartaruga e Cat no meio se
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No âmbito do projeto “Regresso Adiado” do Zoomarine de Albufeira, três
tartarugas alojadas em cativeiro foram devolvidas à Natureza, em
setembro de 2009. Os biólogos têm acompanhado o percurso e o
comportamento de Calantha, Tartaruga e Cat no meio selvagem. Os
resultados mostram que os animais mantidos em cativeiro durante muito
tempo conseguem adaptar-se à Natureza como se nunca de lá tivessem
saído.

Um transmissor de satélite, uma anilha e um microchip constituem a única bagagem que as três espécies de tartaruga levaram consigo no regresso ao alto mar. Apenas assim é possível localizá-las e saber a que velocidade nadam, explica Élio Vicente, biólogo do Zoomarine, à agência Lusa.

Calantha, a tartaruga mais velha e pesada, com 40 anos e 130 quilos, dirige-se ao golfo do México e espera-se que alcance as Caraíbas em seis meses; a Tartaruga encontra-se na Mauritânia e Cat, a mais jovem, partiu em direção ao Brasil.

Se o comportamento das duas primeiras no meio selvagem gerava grandes expectativas por terem vivido praticamente toda a vida em cativeiro, Cat foi a que mais surpreendeu: com um das barbatanas amputada por causa da mordedura de um tubarão, “atravessou o Atlântico quase sem hesitar, em linha reta até ao Brasil”. A jovem tartaruga nadou oito mil quilómetros em 175 dias, quase o dobro da distância percorrida pelas companheiras, referiu Élio Vicente.

No entanto, o transmissor de satélite acoplado à carapaça de Cat deixou de emitir sinal há duas semanas. Os biólogos desconhecem se o dispositivo caiu ou se a tartaruga morreu.

Ainda assim, os sinais dos transmissores – que apenas funcionam fora de água, altura em que localizam os satélites – devem manter-se ativos por mais um ano. Emitidos para um sistema internacional, permitem criar mapas disponíveis online.

Para Élio Vicente, o projeto prova que é possível devolver animais que estiveram tanto tempo em cativeiro à natureza, onde se comportam como se tivessem vivido lá desde sempre.

Por isso, o Zoomarine pretende alargar a iniciativa a outras espécies, mas o elevado valor de investimento – mais de 15 mil euros – é um dos obstáculos.

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