Espetáculos e Exposições

Beatriz Batarda encena peça que revisita a infância

São sete os atores adultos em palco, todos eles representando papéis de crianças de sete anos, na peça do britânico Dennis Potter "Azul Longe nas Colinas", cuja "enceradora" ou "incineradora" é Beatriz Batarda, dizem eles. Em cena na Sala Estúdio do
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São sete os atores adultos em palco, todos eles representando papéis de crianças de sete anos, na peça do britânico Dennis Potter “Azul Longe nas Colinas”, cuja “enceradora” ou “incineradora” é Beatriz Batarda, dizem eles. Em cena na Sala Estúdio do teatro D. Maria II até 20 de março.

Estas expressões carinhosas com que resolveram designar a encenadora são o reflexo da atmosfera de “grande família” que se criou entre os atores para construírem estas personagens de uma peça escrita em 1979 para a televisão, cujo título original é “Blue Remembered Hills”, e que estreou no fim de fevereiro no Teatro Nacional D. Maria II.

Luísa Cruz, Albano Jerónimo, Dinarte Branco, Nuno Nunes, Bruno Nogueira, Elsa Oliveira e Leonor Salgueiro são os atores que interpretam este grupo de meninos de diferentes origens sociais.

Os sete amigos – Willie, Peter, John, Raymond, Donald, Angela e Audrey – têm por hábito brincar num bosque, perto da vila onde vivem, durante as férias de Verão. Brincam às guerras, aos pais e às mães, à caça ao esquilo, aos enfermeiros, reproduzindo aquilo que pensam ser a vida dos adultos. Medem forças e desafiam o perigo.

Beatriz Batarda encena este texto chocante e, ao mesmo tempo, comovente, no qual actores adultos representam um grupo de crianças a descobrir a violência do mundo que as rodeia e procuram compreendê-lo imitando a realidade dos adultos. Uma história sobre a infância, a “terra do conteúdo perdido”, nos versos de A.E. Housman que servem de mote a esta peça.

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