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Bancos portugueses têm elevada resistência

Os quatro bancos portugueses analisadas pelo Banco Central Europeu estão preparados para enfrentar cenários adversos e não precisam de reforçar capital. O BPI é o mais resistente do sistema bancário português. Dos 91 bancos europeus analisados, sete
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Os quatro bancos portugueses analisadas pelo Banco Central Europeu estão preparados para enfrentar cenários adversos e não precisam de reforçar capital. O BPI é o mais resistente do sistema bancário português. Dos 91 bancos europeus analisados, sete chumbaram nos testes de stress.

Os quatro bancos portugueses analisados (CGD, BCP, BPI e Espírito Santo Financial Group) nos testes de esforço realizados à escala europeia estão em condições de enfrentar condições adversas no mercado e não necessitam de reforçar capital.

As conclusões dos testes colocam o BPI como o mais resistente do sistema bancário português face às hipóteses colocadas de evolução adversa de variáveis como a cotação das ações, do crescimento económico ou das taxas de juro.

As instituições, que representam cerca de dois terços dos ativos do sistema bancário, passaram no exercício e todas mantém um rácio de capital Tier 1 acima dos 6% quando expostas a cenários adversos. Isto apesar do valor regulamentar ser de 4%.

No caso do BPI, o rácio mantém-se em 10,2% mesmo no caso em que se considera um choque adicional relacionado com o agravamento do risco de dívida soberana. CGD, Espírito Santo e BCP têm valores de, respectivamente, 8,2%, 6,7% e 8,4%.  

“Os resultados agora publicados confirmam a solidez do sistema bancário português quando sujeito a um cenário muito adverso que corrobora as conclusões de exercícios que o Banco de Portugal tem feito de forma regular”, referiu o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, em conferência de imprensa.

Sete bancos europeus falham nos testes

Os testes de stress medem os níveis de capitalização e de solvência das instituições, quando colocadas perante um conjunto de pressupostos adversos simulados pelas autoridades europeias.

Os cenários mais severos levam em linha de conta condições macroeconómicas desfavoráveis, como a reentrada da economia em recessão, variações nas taxas de juro e default de parcelas de divida soberana de países sob pressão devido aos elevados défices públicos.

Um quadro rigoroso considerado pelo BCE como “improvável” já que as probabilidades de ocorrência são apenas de cinco por cento [nos testes realizados pelo EUA eram de 15 por cento].

Dos 91 bancos, sete instituições (cinco espanholas, uma grega e uma alemã) derraparam por ausência de capitais suficientes, necessitando de injecção de fundos.

Os resultados pormenorizados dos testes serão apresentados a 6 de Agosto, através do Banco de Portugal.

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