Ciência

Avistada primeira orca totalmente branca

Cientistas das universidades de Moscovo e São Petersburgo conseguiram, pela primeira vez, avistar e capturar imagens de uma orca adulta totalmente branca. A baleia, que cruzava o mar de Bering, tem um dorso de cerca de dois metros e foi batizada com
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Cientistas das universidades de Moscovo e São Petersburgo conseguiram, pela primeira vez, avistar e capturar imagens de uma orca adulta totalmente branca. A baleia, que cruzava o mar de Bering, tem um dorso de cerca de dois metros e foi batizada com o nome “Iceberg”.
 
Os investigadores das universidades russas, envolvidos num projeto internacional que estuda a acústica e a complexidade social das populações de baleias e golfinhos da região, conseguiram perceber que “Iceberg” pertence a um agregado familiar composto por 12 elementos.
 
“Em vários sentidos, Iceberg é o símbolo de tudo o que há de puro, selvagem e extraordinariamente excitante naquilo que existe no oceano à espera de ser descoberto”, disse Erich Hoyt, codiretor do projeto e investigador da Sociedade para a Conservação das Baleias e Golfinhos (WDCS, sigla em inglês).

“O desafio é manter o oceano saudável para que surpresas como esta sejam sempre possíveis”, acrescentou ainda, em comunicado lançado na segunda-feira.

 
A orca branca deverá, de acordo com Erich Hoyt, ter pelo menos 16 anos, e os cientistas consideram muito provável que a sua coloração invulgar se deva a uma anomalia genética: Iceberg será albina.

Cientistas envolvidos em projeto de conservação das espécies
 
A área envolvente das Ilhas Commander, onde Iceber foi vista, é protegida pela maior reserva marítima da Rússia. Há planos para que seja expandida, e os cientistas sugerem que deveria fazer parte de uma rede de reservas para proteger o habitat ameaçado de inúmeras espécies de baleias e golfinhos. 
 
O apelo dos cientistas visa combater a sobre-exploração pesqueira em algumas áreas, assim como o aumento da exploração de gás e petróleo, fatores que fazem acrescer as ameaças para os animais marinhos, quer pela possibilidade de ocorrerem derrames de petróleo, quer por via do aumento de ruído e trânsito.
 
Os investigadores e conservacionistas esperam que as características únicas de Iceberg possam contribuir para alertar para a necessidade de proteção das orcas e outras espécies cetáceas da região.
 
Foram identificados um total de 61 agregados familiares de orcas no mar de Bering durante os 12 anos de pesquisa levada a cabo pelo Projeto Orca do Extremo Oriente da Rússia (FEROP, em inglês). Uma parte essencial deste trabalho é, por exemplo, a pesquisa dos vários dialetos únicos usados pelas orcas.

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