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Ativistas Fariñas e Haidar candidatos ao Prémio Sakharov

O opositor cubano Guillermo Fariñas e a ativista pelo Sara Ocidental, Aminatu Haidar, são candidatos ao próximo Prémio Sakharov, atribuído pelo Parlamento Europeu dedicado a lutadores pela liberdade de consciência.

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[Fotografia: EFE]

O opositor cubano Guillermo Fariñas e a ativista pelo Sara Ocidental, Aminatu Haidar, são candidatos ao próximo Prémio Sakharov, atribuído pelo Parlamento Europeu dedicado a lutadores pela liberdade de consciência.

O opositor Fariñas manteve no inicio deste ano uma greve de fome durante 135 dias em protesto pela morte do dissidente Orlando Zapata e pela libertação de presos políticos em Cuba. De acordo com o jornal “El Mundo” é um dos candidatos com mais possibilidades, já que a sua causa teve apoios vários entre liberais e socialistas.

O vencedor será conhecido em final de outubro. No passado o prémio já foi a atribuído a duas personalidades cubanas, incluindo as Damas de Branco, em 2005, que foram impedidas de viajar pelo regime para o receber.

Aminatu Haidar, expulsa por Marrocos à chegada a El Aiun, capital do Sara Ocidental ocupado, para a ilha canária de Lanzarote, onde entrou em greve de fome até ser autorizada a voltar a casa, é uma candidatura considerada mais política e mais difícil.

Na lista de candidatos constam ainda a organização não governamental (ONG) israelita “Breaking the Silence”, que integra antigos soldados israelitas, o ativista sírio Haytham Al-Maleh, o movimento de cidadãos ACCES, que colabora na defesa dos ativistas dos direitos humanos, e a organização “Open Doors”, entidade dedicada à proteção das minorias cristãs em mais de 45 países.

O sacerdote católico Thadeus Nguyen Van Ly, pelo trabalho desenvolvido no Vietname, o jornalista Dawit Isaak (Eritreia), preso desde 2001, e a política etíope Birtukan Mideksa são os restantes candidatos.

O prémio, que já foi atribuído ao sul-africano Nelson Mandela, a Xanana Gusmão ou à birmanesa Aung San Suu Kyi, consiste em 50 mil euros e é atribuído em honra de Andrei Sakarov, o físico nuclear que se tornou num activista dos direitos humanos na antiga URSS.

[Notícia atualizada às 16h44]

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