Ciência

Astrónomos encontram estrela com 9 planetas

O nosso sistema solar pode ter um "irmão gémeo", de acordo com um grupo de astrónomos que acredita poder confirmar a existência de nove planetas em torno de uma estrela localizada "apenas" a 130 anos-luz da Terra.
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O nosso sistema solar pode ter um “irmão gémeo”, de acordo com um grupo de astrónomos que acredita poder confirmar a existência de nove planetas em torno de uma estrela localizada “apenas” a 130 anos-luz da Terra. A divulgação da descoberta foi feita esta semana no jornal Astronomy and Astrophysics. 
 
A suspeita da existência destes planetas em torno da estrela HD 10180 está a espantar a comunidade científica uma vez que, normalmente, não existem mais do que quatro planetas nos sistemas planetários identificados até agora.
 
O facto de se encontrar na constelação de Hydrus, que fica “próxima” do nosso sistema solar – pelo menos no contexto das distâncias do universo -, faz com que os astrónomos conseguiam estudar detalhadamente esta estrela.
 
Recorrendo a dados de um dos telescópios de alta precisão do Chile, a equipa liderada pelo astrónomo Mikko Tuomi conseguiu confirmar a existência de seis planetas – que já teriam sido detetados anteriormente – cinco dos quais serão entre 12 a 15 vezes maiores do que a Terra, sendo que o sexto terá uma massa 65 vezes superior. Estes planetas demoram entre 5 a 2000 dias a completar a sua órbita.
 
Além destes seis elementos, a equipa conseguiu confirmar a existência de um sétimo planeta e ainda encontrar fortes indícios da existência de outros dois. Se estas suspeitas se confirmarem, a HD 10180 será a única estrela detetada até agora com quase tantos planetas como o nosso sistema solar (que já teve nove planetas mas passou a ter oito depois da despromoção de Plutão em 2006). 
 
Estes três planetas adicionais terão uma massa 1.3, 1.9,  e 5.1 vezes superior à da Terra e as suas órbitas variam entre 1.2, 10 e 68 dias, respetivamente, o que significa que estão mais perto do seu sol do que o nosso Mercúrio e que a sua superfície está suficientemente escaldante ao ponto de derreter metais. 

Clique AQUI para aceder ao estudo publicado no Astronomy and Astrophysics.

[Notícia corrigida às 18h50: alteração do título]

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