Ciência

Astrónomas portuguesas detetam galáxias raras

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Uma equipa de investigadores composta maioritariamente por astrónomas portuguesas do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) detetou um conjunto de galáxias consideradas muito raras.

As galáxias em questão são galáxias ativas, as chamadas AGNs (do inglês Active Galactic Nuclei), que possuem simultaneamente características de galáxias jovens e antigas.

Para os especialistas, o facto de serem consideradas ativas assenta na presença de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia, que se encontra a consumir material de um disco circundante.

A equipa acredita que a simultaneidade de características de galáxias jovens e antigas se deverá ao reacendimento da atividade deste buraco negro central. Ou seja, a uma maior disponibilidade de material para o alimentar, o que o terá reativado recentemente.

Em comunicado, uma das astrónomas do CAUP frisou que a descoberta se tratou de um acaso. “O nosso projeto inicial era estudar rádio galáxias em enxames. Por sorte, encontrámos oito fontes rádio com estruturas extensas (com jatos e lóbulos visíveis na banda rádio) que não apareciam na banda do visível, o que estranhámos”, explicou Mercedes Filho.

Perante os novos dados, a equipa optou por largar o projeto inicial e “seguir o rasto destas estranhas rádio galáxias”.

Os objetos foram então analisados com recurso ao VLT (Very Large Telescope), o grande e avançado telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), o que possibilitou à equipa detetar as “galáxias-mãe”, que originaram as extensas estruturas observadas no rádio.

Ao comparar os espetros destes objetos com modelos conhecidos de galáxias, os investigadores do CAUP puderam finalmente tirar conclusões sobre a sua raridade, uma vez que estas são galáxias que, em parte, ainda se encontram a emitir jatos de matéria mas que, por outro lado, têm características de galáxias inativas, onde essa emissão já terminou.

As pesquisas vão agora continuar, sendo que a equipa vai proceder a novas observações para procurar indícios diretos da presença de um jato jovem e do reacendimento recente do buraco negro central.

[Notícia sugerida por Ana Guerreiro Pereira e Ana Isa Fernandes]

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