i9magazine

As cidades como espaço de inovação e criatividade

Versão para impressão

Mas este é essencialmente um momento de oportunidades. Historicamente as Cidades sempre foram um acelerador de crescimento e desenvolvimento, sendo para isso essencial que se criem as condições para que as cidades sejam um espaço atractivo, fácil e transparente, para aqueles que nelas vivem, estudam, trabalham, investem ou visitam.

No contexto nacional dificilmente as Cidades, no âmbito das competências dos governos locais, podem alterar de forma estrutural a atractividade do território no que respeita atracção e retenção de investimento, nomeadamente de investimento externo, uma vez que os custos de contexto: a estabilidade fiscal, a flexibilidade laboral, ou mesmo a eficácia do sistema judicial, entre outros, estão dependentes de poder central.

As Cidades devem adoptar modelos de desenvolvimento sustentáveis, seja do ponto de vista económico, social ou ambiental, que acelerem a criação de ecossistemas urbanos indutores de novas realidades, soluções e serviços, que privilegiem a criatividade e inovação, bem como a ligação a redes de interesse globais e multidisciplinares.

É essencial regular e legislar melhor, seja no plano local, seja na articulação com a legislação nacional, europeia ou mesmo na regulação integrada de diferentes sectores de actividade.  A viabilização das zonas francas tecnológicas, que permitirão regulação específica de espaços urbanos onde poderão ser usadas/testadas soluções tecnológicas de nova geração, serão um ferramenta crucial na afirmação das Cidades como espaço de inovação e criatividade. Mas importa também olhar para a atracção e retenção de empreendedores ou investidores, criando, por exemplo, zonas francas, fiscais e legais, que permitam que projectos devidamente avaliados por comissões de peritos se possam instalar, em localizações especificas, regendo-se legalmente pelas regras do seu país de origem, devidamente validadas e segundo acordos pré- estabelecidos com países com relações económicas com Portugal.

Importa ainda destacar outros ativos determinantes na consolidação deste ecossitema, como as infraestruturas, sejam as de suporte ao ciclo de vida diário de um cidadão ou corporação, sejam as infraestruturas de comunicação, físicas e virtuais, essenciais para nos ligarem ao mundo; ou o capital  humano, critico para a criação de uma cultura de crescimento inteligente. Em que a criação de programas integrados, desde o jardim de infância à universidade, que fomentem o empreendedorismo, o gosto pelo risco,  a inovação, a criatividade, a algoritmia e a literacia financeira; ou o necessário alinhamento entre a procura (mercado de trabalho) e oferta (sistema de ensino), podem acelerar o processo de mudança.

É certo que o caminho se faz caminhando e que um processo de mudança não ocorre de um dia para outro, pelo que é essencial a estabilidade da regulação, das estratégias e das políticas públicas, associados a uma estratégia financeira sustentável – fazer melhor com menos recursos – que permitam, não só, materializar o estabelecido mas também diminuir a incerteza dos diferentes atores envolvidos nos processos.

A oportunidade está aí, as Cidades como espaço de inspiração, conceptualização, teste, implementação e operação de novas soluções. Pelo que nos compete saber aproveitar esta nova revolução industrial. O mercado hoje não tem fronteiras é global, pelo que urge levar a inovação e criatividade portuguesa ao mundo.

O conteúdo As cidades como espaço de inovação e criatividade aparece primeiro em i9 magazine.

Comentários

comentários

Pub

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub