Ambiente

Árvore mais velha de Portugal tem 2850 anos

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A árvore mais velha do país tem 2850 anos, vive em Santa Iria da Azóia, concelho de Loures, e a sua base tem 10,15 metros de perímetro. A conclusão é de um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em parceria com a empresa Oliveiras Milenares.

Este estudo, desenvolvido por José Luís Lousada e Carlos Pacheco Marques, foi conseguido graças a uma nova metodologia de datação de árvores até aos três mil anos de idade que não ameaça a sua sanidade, como acontecia anteriormente.

Segundo explicou José Luís Lousada ao Boas Notícias, os métodos antigos tinham como base a identificação e contagem dos anéis ou a análise de radio carbono da madeira formada nos primeiros anos de vida, o que implicava a danificação de parte dos troncos e não podia ser aplicado em árvores ocas.

Até à descoberta deste novo método, a árvore mais antiga do país era também uma Oliveira, contava 2210 anos e era localizada nas Pedras d’El Rei, em Tavira.

Um monumento com 2850 anos de vida

Contudo, com este novo método, foi agora identificada em Santa Iria da Azóia esta outra Oliveira com 2850 anos de existência. O perímetro da árvore mede 10,15 metros na sua base, 4,40 metros de altura e tem um diâmetro de copa de 7,60 por 8,40 metros.

No entanto, José Luis Louzada admitiu, em declarações ao jornal Público, que poderá haver em Portugal uma oliveira mais antiga, cuja certificação não foi autorizada pelo dono.

A oliveira milenar vai ser certificada numa cerimónia pública promovida pela Associação do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria da Azóia às 10 horas deste sábado. Afinal, este ser vivo é um contemporâneo de Viriato, que possivelmente terá estado presente na altura da invasão romana e assistiu ainda às Invasões Árabes e à Reconquista Cristã.

Um método inovador

Segundo declarações de José Luís Lousada, esta nova metodologia baseia-se num “parâmetro dendrométrico do tronco das árvores (traduzido por exemplo pela dimensão do raio, diâmetro ou perímetro do tronco), com o qual a idade está bem correlacionada”.

Assim, “mesmo que a árvore já não conserve a totalidade dos anéis de crescimento, como os mais recentes estão localizados no exterior do tronco e os que vão sendo destruídos são os que estão no interior, a árvore ao crescer vai sempre aumentando de raio, diâmetro ou perímetro, o que permitirá, através duma função matemática elaborada para o efeito, estimar a idade em função da dimensão e forma do tronco”, explicou.

Este novo método matemático – que já está patenteado – pode, segundo o investigador, ser aplicado “a qualquer árvore e em qualquer país, desde que devidamente calibrado para o local e a espécie em causa”.

[Noticia sugerida por Teresa Teixeira] [Notícia atualizada a 12 de Julho, 2011]

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