Cultura

Arquitetos portugueses distinguidos nos EUA

Há quem sonhe construir uma casa numa árvore, mas o projeto do arquiteto português César Marques foi ainda mais original. A ideia de criar uma micro-casa com a estrutura de uma árvore valeu-lhe uma distinção num concurso de arquitetura nos EUA.
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Dois projetos de arquitetura portugueses foram distinguidos na competição internacional Micro Housing Ideas, que contou com concorrentes de 20 países diferentes. O atelier A43 recebeu com uma menção honrosa e o projeto do arquiteto César Marques mereceu uma referência na lista final de projetos distinguidos. 

O atelier A43, de Vila Nova de Gaia, recebeu uma menção honrosa nesta competição organizada pela Denver Architectural League (EUA), com o projeto “Macropossibilities”.

O edifício inspira-se no jogo da Jenga (composto por retângulos de madeira que se sobrepõem uns sobre os outros) e tem cinco andares, com oito módulos habitacionais, cada um com cerca de 35 metros quadrados, sendo que as divisões interiores de cada módulo podem ser costumizadas de acordo com as necessidades dos seus habitantes. 

O projeto reflete ainda uma forte aposta nas prioridades ambientais, com uma rampa de acesso direto ao rio e uma horta comunitária no telhado do edifício, que recolhe a água da chuva para uma cisterna comum.  
 

A menção deu direito a um prémio monetário simbólico no valor de 375 dólares (cerca de 300 euros). O projeto do atelier de Vila Nova de Gaia recebeu a menção honrosa em ex aequo com a proposta de Ahmed Hamdi Architects, do Egito. 

Já o projeto do arquiteto português César Marques, “TreeHouse Unit” (na foto abaixo) inspirou-se na ideia de criar uma micro-casa com a estrutura de uma árvore, o que lhe mereceu uma referência na lista final dos projetos distinguidos. 

Com uma abordagem conceptual baseada na estrutura de uma árvore, o projecto apresenta um edifício sustentável, com oito habitações, em que estabelece a utilização de vários materiais reutilizáveis, sobretudo cortiça, bem como o recurso a painéis solares, para garantir a energia das habitações.

O primeiro prémio do concurso, no valor de três mil dólares, foi para o Studio de Arquitectura y Ciudad (México), com o projeto Micro Urban, e o segundo lugar foi conquistado  pelas arquitetas Tadeja Vidoni, Lea Ritonja & Inez Goessens (Espanha) com o projeto Micro Units.

O desafio do concurso promovido pela Denver Architectural League era criar edifícios de habitação destinados a uma zona empresarial da cidade de Denver, localizada perto do rio.

Algumas das premissas exigidas passavam por criar projetos modulares, económicos e conjugados com a natureza. No total, participaram no concurso mais de 100 participantes de 20 países diferentes.

 

Clique AQUI para conhecer a lista de vencedores do concurso.

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