Ciência

Argentina: Encontrados 300 fósseis pré-históricos

Um grupo de investigadores argentinos descobriu, em duas pedreiras nas imediações de Buenos Aires, cerca de 300 fósseis de animais pré-históricos "bem conservados".
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Um grupo de investigadores argentinos descobriu, em duas pedreiras nas imediações de Buenos Aires, cerca de 300 fósseis de animais pré-históricos “bem conservados”.

Os fósseis, entre os quais os de uma cria de gliptodonte e de uma manada completa de mastodontes, foram encontrados por especialistas da Universidade de La Plata num terreno de mil metros quadrados na localidade de Marcos Paz, a 40 quilómetros da capital argentina.

O processo de descoberta dos fósseis começou a no dia 5 de Abril, sob a orientação de Leopoldo Soibelzon, investigador do CONICET (organismo argentino dedicado à promoção da ciência e da tecnologia) e docente da Universidade de La Plata.

De acordo com o diário local El Día, todos os fósseis se encontravam numa área de menos de 100 quilómetros quadrados e surpreenderam os cientistas pela sua abundância e qualidade de conservação.

Os investigadores especulam que o lugar deverá ter sido local de uma depressão do relevo ou lugar de passagem de um rio, o que levou a que os vestígios de animais se acumulassem ali.

Fósseis pertencem a animais extintos há milhares de anos

Entre os fósseis, destaca-se a manada de mastodontes, grandes animais que mediam cerca de quatro metros e que se extinguiram há cerca de algumas dezenas de milhares de anos. A cria de gliptodonte, que media mais de quatro metros de comprimento, é um parente ancestral das preguiças, animais que vivem agarrados às árvores na selva amazónica.

Os arqueólogos encontraram um “macarauquenia” (mamífero gigante extinto semelhante ao camelo, mas com tromba de elefante), um tatu gigante pré-histórico, restos de cavalos, lamas, fósseis de veados e javalis, bem como tartarugas, doninhas, chinchilas, “tuco-tucos” (roedor sul-americano) e uma variedade de pequenas aves, anfíbios e peixes.

A grande maioria das descobertas foi feita numa pedreira que está a ser explorada com a finalidade de extrair petróleo e argila.

A expedição envolveu 36 estudantes e investigadores da Universidade de la Plata.

[Notícia sugerida por Patrícia Guedes e Diana Rodrigues]  

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