Negócios e Empreendorismo

Aquacultura: UMinho apoia produção de marisco ‘gourmet’

O 'Sea Inside', projeto de produção de marisco em aquacultura, partiu da ideia de dois jovens empreendedores e acabou por ser amadurecido no IdeaLab ? Laboratório de Ideias de Negócio da TecMinho, onde foi repensado de forma integrada com a realidade
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O “Sea Inside”, projeto de produção de marisco em aquacultura, partiu da ideia de dois jovens empreendedores e acabou por ser amadurecido no IdeaLab – Laboratório de Ideias de Negócio da TecMinho, onde foi repensado de forma integrada com a realidade comercial atual.
 
O ponto de partida foi, segundo o jovem empreendedor David Mota, “escolher uma espécie de marisco de grande valor no mercado 'gourmet', que fosse pouco explorada. A espécie está completamente definida”, embora seja um segredo ainda por revelar. Depois, no âmbito da sétima edição do IdeaLab foi preparado um plano de negócios e fizeram-se contactos exploratórios com chefs de cozinha e eventuais clientes.
 
As técnicas e os métodos de produção foram aperfeiçoados, descobrindo esta equipa que “além de estar muito próxima dos melhores métodos do mundo, dispõe de condições mais vantajosas para a produção desta espécie”, explica este engenheiro do ambiente, em comunicado enviado ao Boas Notícias.

Em Esposende, onde pretendem instalar a unidade de produção, as condições morfológicas “são excelentes” e também existem algas apropriadas para a alimentação daqueles mariscos. “Já contactámos pescadores que nos fornecerão as algas, já que as têm recolhido para fertilizante, o que é uma mais-valia na redução de custos em relação aos nossos competidores europeus”, acrescenta David Mota.

Comercialização em 2017

Até meados de 2014 deverá estar instalada a unidade de produção em terra, que captará água no mar e, depois de filtrada, constituirá o 'habitat' ideal para a espécie, contemplando ainda a afetação de três colaboradores em full-time.


Os primeiros espécimes para venda estarão no estado comercializável ao fim de três anos, altura em que terão uma dimensão que lhes garanta vantagem competitiva.

A “Sea Inside” necessita de um milhão de euros de investimento, que poderá ter um retorno entre cinco a seis anos. Torna-se, no entanto, um investimento “muito rentável” a médio prazo, pelo que tem atraído a atenção de alguns investidores interessados.
 

Numa primeira fase, a aposta será na exportação, já que se trata de uma espécie muito popular em países como a França ou Irlanda. Os mariscos serão entregues vivos, em embalagens próprias para o efeito, a clientes europeus da área da restauração e hotelaria. 

 

Mais tarde, haverá implementação do produto no mercado nacional, para além do desenvolvimento e da produção de outras espécies exclusivas, com potencial semelhante.

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