Saúde

Aperto de mão é revelador do estado de saúde

Um estudo revela que a firmeza com que se dá um aperto de mão pode revelar melhor o estado de saúde de uma pessoa do que medir a pressão arterial. O estudo foi publicado na revista The Lancet no passado dia 13 de Maio.
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Diz a sabedoria popular que o carácter de um Homem se revela no aperto de mão. Agora, um estudo vem sugerir que a firmeza com que se dá um passou bem pode fornecer, também, dados de saúde importantes. O estudo canadiano foi publicado este mês na revista The Lancet.

De acordo com a nova investigação, uma menor força muscular no aperto de mão está associada a invalidez, doenças e morte prematura. A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisa da Saúde da População da Universidade de McMaster, no Canadá,  em parceria com a instituição Hamilton Health Sciences e recorreu a um equipamento, o dinamómetro, para medir a força dos participantes.


Durante quatro anos, cerca de 140 mil adultos, entre os 35 e 76 anos, foram acompanhados ao longo do estudo, em 17 países diferentes. A força do aperto de mão dos indivíduos que participaram foi medida utilizando um dinamômetro de pressão manual.
 
O professor assistente do Departamento de Medicina da MacMaster University, Darryl Leong, explica que “a medição da força através de este método pode ser um teste muito fácil e barato para avaliar o risco de um indivíduo em sofrer uma morte causada por doenças cardiovasculares”. 
 
Michael G. DeGrrote,  cardiologista e professor assistente, que também participou no estudo, refere que “são muitas as doenças que os médicos ou profissionais de saúde podem identificar (com segurança) através da aplicação deste teste, entre elas a insuficiência cardíaca”.
 
 
Os dados revelaram que, para cada cinco quilogramas de declínio na força de pressão, há um aumento de risco de morte. Isto significa que o risco, através destes valores obtidos pelo teste, aumentaria um 17%, para mortes relacionadas com problemas cardíacos ou outras razões.

Segundo a equipa de investigação, a força do aperto de mão não foi cruzada com dados sobre o tamanho e o peso dos indivíduos. No entanto, o estudo sugere que estes dados variam significativamente consoante a etnia.

 
Darryl Leong, principal investigador do estudo, revela que agora a equipa quer realizar novos estudos para determinar se os esforços para melhorar a força muscular conseguem, ou não, reduzir o risco dos indivíduos  sofrerem uma morte antecipada ou doenças cardiovasculares. 
 
O estudo foi financiado pelo Canadian Institutes for Health Research, Heart and Stroke Foundation of Ontario e por donativos de algumas instituições nacionais pertencentes a outros 15 países diferentes. 

Pode clicar AQUI para ver o estudo (em inglês). 

Notícia sugerida por Maria da Luz

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