Saúde

Antirretrovirais reduzem contágio do VIH em 96%

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Segundo um estudo norte-americano agora divulgado, uma pessoa infetada com o vírus da sida que esteja a tomar antirretrovirais reduz em 96% a possibilidade de transmitir VIH a outra pessoa.

Esta conclusão pode levar a um reforço dos tratamentos como mais um meio de prevenção da sida.

“Esta é uma excelente notícia”, afirmou à AFP Myron Cohen, principal responsável pelo estudo e diretor do Instituto de Saúde Global e Doenças Infecciosas da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.

“O estudo foi desenvolvido para avaliar o benefício tanto para o portador do vírus como para o parceiro sexual”, diz Cohen.

O ensaio clínico aleatório começou em 2005, incluiu 1.763 casais – 97% heterossexuais – e foi realizada em 13 países de África, Ásia e Américas, incluindo o Brasil.
“Este é o primeiro teste clínico aleatório que comprova que o indivíduo portador do VIH, iniciando cedo a terapia antirretroviral, pode reduzir a transmissão sexual do vírus para pessoas não portadoras”, ressaltou Cohen.

Os participantes foram divididos em dois grupos. No primeiro, um dos membros do casal era portador do VIH mas não seguia qualquer tratamento com antirretrovirais. No segundo, um dos membros era seropositivo e era de imediato submetido a tratamento.

Em todos os casos, os casais foram aconselhados a utilizar as medidas de proteção convencionais, como o preservativo. No entanto, no primeiro grupo de várias centenas de casais, foram registados 27 casos de contágio. No segundo, apenas uma pessoa contraiu o vírus da sida. Foi detetada uma relação direta entre o uso de antirretrovirais e uma taxa quase nula de transmissão do VIH, aliada a outros meios de prevenção.

O estudo foi inicialmente formulado para ser mantido até 2015, mas o conselho independente de segurança e monitorização interrompeu a fase aleatória cedo “graças aos benefícios muito claros e notáveis que foram apresentados,” indicou outra das responsáveis pelo estudo.

“Eles determinaram que estas descobertas foram tão importantes que tinham de ser compartilhadas imediatamente,” disse.

O diretor executivo do Programa das Nações Unidas para VIH/AIDS (UNAIDS), Michel Sidibe, descreveu o estudo como “uma grande mudança no jogo” que “levará a uma revolução na prevenção no futuro.”

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