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Amazonas Sustentável ganha Prémio Gulbenkian

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Entre as 75 candidaturas recebidas, o júri do Prémio Calouste Gulbenkian, presidido por Jorge Sampaio, decidiu distinguir a organização não-governamental sem fins lucrativos que têm como missão a defesa e a valorização da floresta, ao promover o envolvimento sustentável, a conservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas do Estado do Amazonas. No seu currículo  estão vários programas que, só no ano passado, envolveram 574 comunidades, beneficiando mais de 40 mil pessoas.

O júri sublinha a ação desta estrutura numa “zona mundialmente tão crítica como a Amazónia” e o seu trabalho em “reduzir o desmatamento, preservar a biodiversidade contribuindo para melhorar a qualidade de vida das populações tradicionais”.

A Fundação Amazonas Sustentável realiza oficinas dirigidas às famílias sobre mudanças climáticas, desenvolve esforços para ampliar e qualificar a oferta de serviços públicos de saúde e de educação nas comunidades, implementa projetos de qualificação profissional e de empreendedorismo. Promove, ainda, intercâmbio de saberes, incentiva a leitura, alerta para a reciclagem de resíduos sólidos, encoraja projetos para melhorar a produção, bem como a qualidade dos produtos e o rendimento das populações através de dispositivos e equipamentos inovadores.

O diretor-geral da Fundação Amazonas Sustentável, Virgílio Viana, vai receber o prémio, dedicado a toda a equipa que “se envolve de maneira apaixonada e com muita seriedade e profissionalismo nos enormes desafios relacionados com a promoção do desenvolvimento sustentável e com a conservação ambiental e a melhoria da qualidade vida das populações ribeirinhas da Amazónia”. O dinheiro do prémio irá financiar programas e projetos junto das centenas de comunidades com as quais trabalha.

O Prémio Calouste Gulbenkian é atribuído a uma instituição ou a uma pessoa, portuguesa ou estrangeira, que se distinga na defesa dos valores essenciais da condição humana. Foi concedido, pela primeira vez, em 2012 à West-Eastern Divan Orchestra, formação liderada por Daniel Barenboim. Em 2013, a Gulbenkian premiou a Biblioteca de Alexandria, em 2014 a Comunidade de Santo Egídio, e no passado, Denis Mukwege, o médico congolês que tem dedicado a vida a assistir mulheres vítimas de violação na República Democrática do Congo.

Consultar site da Fundação Calouste Gulbenkian aqui.

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